quarta-feira, janeiro 17, 2018

VEDERA NUTRIÇÃO ANIMAL INICIA EXPANSÃO DE REDE DE COMERCIALIZAÇÃO PELO RS

A Vedera Nutrição Animal, atuante na área de nutrição animal para várias espécies, anuncio nesta terça-feira (16) que iniciou a expansão de sua rede de comercialização, com a atração de distribuidores e revendedores em todo o território gaúcho.

A empresa inicia a primeira fase da expansão nacional que ocorrerá neste ano, inciando pelo seu estado de origem o Rio Grande do Sul, objetivo da marca é alcançar os três estados do sul do pais, com um rede de distribuição consolidada até o final de 2018.

Os Interessados devem entrar em contato através do (54) 3331-4532, com Depto de expansão comercial. (3Pátrias)

Mais de 985 mil motoristas gaúchos já pagaram o IPVA 2018

De um total de mais de 3,5 milhões de veículos que precisam quitar o IPVA 2018 (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) no Rio Grande do Sul, 985.603 já estão com a situação regularizada.
O total arrecadado, conforme o último levantamento feito pela Secretaria Estadual da Fazenda, é de R$ 802,88 milhões. A expectativa é arrecadar R$ 2,63 bilhões com o IPVA, valor que é repartido igualitariamente entre o Estado e o município de licenciamento do veículo, de acordo com o governo.
O acompanhamento do ingresso de receita e as quantidades de veículos e dos valores de arrecadação previstos para cada município pode ser acessado aqui. O prazo para o contribuinte interessado em parcelar o IPVA em até três vezes ou em quitar o imposto com descontos que podem alcançar 22,4% termina no próximo dia 31. No caso do parcelamento, é preciso pagar a primeira prestação até essa data. O imposto é obrigatório para todos os proprietários de veículos automotores fabricados a partir de 1999.
Consultas e dúvidas
Para auxiliar os contribuintes, a Fazenda disponibilizou um site específico sobre o imposto. Nele, é possível consultar todos os dados relativos aos veículos, como multas, valores a pagar e pendências. Além do site, é possível baixar o aplicativo do tributo (IPVA RS) para dispositivos móveis, disponível gratuitamente na App Store e na Google Play.
O atendimento presencial, a partir deste ano, ocorre na Central de Atendimento ao Contribuinte (rua Siqueira Campos, 1.044, no Centro de Porto Alegre, das 10h às 16h). Além disso, os contribuintes podem encaminhar dúvidas por meio do Plantão Fiscal Virtual, ferramenta on-line disponível no site da Receita Estadual (antes, verifique se sua dúvida está respondida em Dúvidas Frequentes). Questões referentes a cadastros de veículos, licenciamentos e multas de trânsito devem ser tratadas diretamente com o Detran e CRVA’s.
IPTU de Porto Alegre
Até 8 de março, os contribuintes de Porto Alegre podem quitar o valor em cota única do IPTU (Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana) sem desconto. As guias estão disponíveis no site www.portoalegre.rs.gov.br/iptu2018.
Quem optar pelo pagamento parcelado poderá fazê-lo em até dez vezes sem desconto. No caso dos contribuintes que aderirem ao parcelamento, as guias começarão a ser entregues nas residências a partir da segunda quinzena de fevereiro. O primeiro vencimento é no dia 8 de março.
Do total dos valores arrecadados do IPTU, pelo menos 25% são destinados à educação e 15% aplicados em saúde, conforme a Constituição Federal. O restante é utilizado em serviços prestados pela prefeitura à população.
O pagamento do IPTU 2018 da Capital gaúcha com desconto de 10% foi aproveitado por 47,28% dos contribuintes. O prazo terminou no dia 3 de janeiro. A Secretaria Municipal da Fazenda contabilizou R$ 357,1 milhões, representando um acréscimo de 31,29% ao apurado no mesmo período de 2017 (R$ 272,03 milhões). (Osul)

terça-feira, janeiro 16, 2018

RS é o primeiro estado a fornecer medicamento no SUS para prevenção do HIV

O Rio Grande do Sul é o primeiro estado do Brasil a fornecer o Truvada, que previne a infecção pelo vírus HIV. A primeira distribuição do medicamento foi realizada no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) do Hospital Sanatório Partenon, em Porto Alegre, a um morador da capital.
O medicamento passou a ser oferecido na rede pública no início de janeiro, integrando uma estratégia de profilaxia pré-exposição (PrEP) do Ministério da Saúde (MS). Esta é a primeira vez que o MS disponibiliza o tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), e Porto Alegre foi a única cidade gaúcha escolhida para integrar essa fase do programa.
Inicialmente, o Truvada está disponível para pessoas que não têm o vírus, mas que são de grupos considerados de risco para exposição ao HIV: homens que fazem sexo com homens, gays, travestis, transexuais, transgêneros, profissionais do sexo e casais sorodiferentes (quando um dos parceiros é soropositivo e o outro, não). O medicamento deve ser tomado diariamente e, segundo o MS, o uso correto reduz o risco de infecção por HIV em mais de 90%.
O uso da PrEP, no entanto, não substitui o preservativo nas relações sexuais. "O preservativo continua sendo a forma mais acessível de prevenção do HIV e de outras infecções sexualmente transmissíveis, como a sífilis", ressalta a coordenadora estadual de IST/Aids da Secretaria da Saúde (SES), Ana Lúcia Baggio.
Para ter acesso ao medicamento, o paciente pode se dirigir ao CTA (Avenida Bento Gonçalves, 3722, em Porto Alegre), de segunda a sexta-feira, das 8h30 às 17h. Após o cadastro do usuário no serviço, são feitos avaliação, testagem e aconselhamento para HIV e outras infecções sexualmente transmissíveis, e avaliado o uso do medicamento ou de outras estratégias para prevenção. (Gazeta 670)

sexta-feira, janeiro 12, 2018

Manuela D'Ávila declara 'QUERO GANHAR DE LULA NAS URNAS, NÃO NO TAPETÃO'


Em entrevista ao programa Conexão RS da Ulbratv de Porto Alegre, a 
pré-candidata à presidência Manuela D'Ávila (PC do B) declarou "QUERO GANHAR DE LULA NAS URNAS, NÃO NO TAPETÃO", a candidata do Pc do B, foi uma das deputadas federais mais votadas e estaduais, mas em suas investidas como candidata a prefeitura de Porto Alegre não teve existo, segundo as ultimas pesquisas Manuela D'Ávila não pontua expressivamente, a muitos que dizem que está onda de varias candidaturas é uma estrategia de partidos de esquerdas, para se fortalecerem no possível segundo turno.

Veja a entrevista completa da deputada e pré-candidata à presidência Manuela D'Ávila.

Cine+ e Canal do Boi podem estar chegando a NET e Claro TV em 2018

Informações de bastidores dão como certa a chegada dos canais do Sistema Brasileiro do Agronegócio - SBA, Canal do Boi, Agro Canal, Novo Canal, Conexão BR e o Cine+ a NET Brasil e a Claro TV no segundo semestre de 2018, a noticias vem após o anuncio da Canal Terra Viva do Grupo Bandeirantes que foi adicionado no line-up da NET Brasil no canal 183, um de seus concorrentes diretos, o SBA sofre com ausência de seus canais em operadoras de tv por assinatura como SKY, Oi tv, NET Brasil, Claro TV e Vivo TV que juntas alcançam em media 10 milhões de lares no Brasil, o líder do segmento o Canal Rural está presente em todas as tvs por assinaturas, fato facilitado pois o canal foi fundado pelo sistema Globosat em sociedade com o Grupo RBS, e vendido para rede gaúcha afiliada da Rede Globo em meados dos anos 2000, e que hoje é controlado pelo grupo J&F da JBS, o objetivo do SBA é levar seus 5 canais para NET e Claro TV, algo que pode acontecer simultaneamente pois as grades e gestão de ambas das operadoras são conjuntas.

O Sistema SBA foi criado em 1995 com foco no agronegócio, e tem seu canais transmitido pelas tradicionais parabólicas, sendo o maior grupo de comunicação com canais no satélite Star One C2 transmitido seus canais gratuitamente, com grande audiência em todo o Brasil e no Paraguai, com as parabólicas consegue alcançar em media 20 milhões de lares em todo o Brasil, atualmente seu grande destaquee é o seu canal caçula o Cine+, uma canal voltado a reprodução de filmes e desenhos sendo um sucesso entre os telespectadores das  parabólicas.(3Pátrias)






MAIOR FAZENDA DO BRASIL PLANEJA TER 200MIL CABEÇAS DE GADO


São 135 mil hectares, área equivalente a ocupadas por metrópoles como o Rio de Janeiro ou Nova York, registrados em uma única matrícula, no cartório de imóveis local, coisa rara no País. Em geral, grandes fazendas são o resultado da compra e concentração de várias propriedades. 


A DINHEIRO RURAL esteve durante dois dias na Nova Piratininga, localizada às margens dos rios Araguaia, Javés e Verde, a 480 quilômetros da capital Goiânia. Foi a primeira vez que uma equipe de reportagem entrou na propriedade, depois que trocou de dono, em dezembro de 2010. 

Até então, a propriedade pertencia ao empresário Wagner Canhedo, que entrou para os anais do mundo dos negócios por ter levado à falência a Vasp, uma das principais companhias da aviação comercial brasileira. Seu lugar foi ocupado por três empresários goianos, detentores de partes iguais no negócio. Um deles, João Alves de Queiroz Filho, mais conhecido como Júnior, é o controlador do grupo Hypermarcas, colosso que no ano passado faturou R$ 4,6 bilhões com linhas de produtos farmacêuticos, de higiene pessoal e de beleza. O outro sócio é Marcelo Limírio Gonçalves Filho, ex-dono do laboratório de medicamentos genéricos Neo Química, absorvido pelo Hypermarcas, em 2009. Fecha o grupo a família de Igor Nogueira Alves de Melo, membro do Conselho de Administração da farmacêutica Teuto, fundada por seu pai Walterci de Melo e hoje controlado pela americana Pfizer. Alves de Melo foi escolhido pelos parceiros para dirigir a fazenda Nova Piratininga, na qual está envolvido praticamente em tempo integral. “Pegamos uma fazenda falida e hoje não há um único metro quadrado que não seja produtivo”, diz Alves de Melo. A fazenda está registrada como grupo MJW, letras iniciais dos nomes de seus compradores (no caso, o W refere-se ao pai de Alves de Melo, Walterci, falecido no ano passado). Remodelada, a Nova Piratininga pode ser colocada no rol das propriedades que servem de modelo para uma pecuária que produz gado bovino de alta qualidade e em larga escala. Da área total, 95 mil hectares são compostos de pastos, que alimentam um rebanho de 105 mil nelores puros ou cruzados com angus, que vem sendo submetido a um processo acelerado de seleção e melhoramento genético para dobrar de tamanho nos próximos cinco anos. O trabalho, mesmo feito a porteiras fechadas, tem chamado a atenção do mercado, principalmente de fundos de investimentos interessados em comprar a fazenda. “Já recebemos várias ofertas, mas nossa resposta é sempre não, porque, como empresários não temos perfil especulador”, diz Alves de Melo. “A Nova Piratininga, definitivamente, não está à venda. Segundo ele, o horizonte da trinca de controladores é de longo prazo, com a pretensão de produzir o melhor gado do País, com sustentabilidade. “A fazenda tem um enorme potencial para superar desafios de toda ordem.” Os sócios, que se reúnem a cada dois meses para discutir os rumos do empreendimento, acreditam que vão rentabilizar o negócio nos próximos anos, assim como fazem com seus investimentos urbanos. No ano passado, a Nova Piratininga já pagava suas próprias contas, ao fechar o exercício com uma receita de R$ 43 milhões obtida com a venda de gado. Mas o negócio vai além desse valor. Ao arrematar a propriedade, o grupo sabia que estava realizando uma grande tacada, em função da valorização da terra, principalmente a partir do momento em que ela começasse a se mostrar eficiente. A fazenda foi comprada por R$ 310 milhões, em parcelas – a última delas, no valor de R$ 50 milhões, será quitada nos próximos meses. Hoje, essa quantia pode ser considerada uma verdadeira pechincha: cinco anos depois da aquisição, o valor de mercado da fazenda decuplicou e é estimado em nada menos de R$ 3 bilhões. Não à toa, na época da compra, o trio de empresários goianos teve de disputar a fazenda de Canhedo com a família Batista, da JBS, e com o banqueiro Daniel Dantas, do Opportunity. Ao tomarem posse da propriedade, os sócios estabeleceram um plano de governança com várias frentes de trabalho e algumas prioridades: era preciso olhar para o gado, para a terra, para a imensa infraestrutura e para os funcionários. “Quando entrei na fazenda pela primeira vez deu medo, mas, ao mesmo tempo, também senti uma imensa vontade de trabalhar nela”, diz Alves de Melo. “Estava tudo muito fora do que eu entendo por pecuária.” É preciso considerar que o diretor da Nova Piratininga, aos 35 anos de idade, não é exatamente um vaqueiro de primeira viagem. Ele começou a trabalhar aos 13 anos, dividindo o tempo entre a Teuto e uma fazenda que a família possuía antes de entrar no projeto Nova Piratininga. Alves de Melo, formado em administração de empresas, com especializações na universidade da Flórida, nos Estados Unidos, vem usando todo o seu conhecimento e ainda buscando ajuda para não errar. Terra Arrasada A gestão do rebanho foi a primeira e mais urgente tarefa a ser realizada. “Nós não sabíamos nem quantos animais havia nos pastos”, afirma Alves de Melo. A contagem do gado mostrou um cenário de terra arrasada. O rebanho encontrado era de cerca de 90 mil animais, dos quais 60 mil eram fêmeas em idade reprodutiva. No entanto, apenas 18 mil haviam parido e 16 mil bezerros foram desmamados, em 2012. Isso significa que, naquele momento, a taxa de natalidade era de 30% e a de desmame, de 26,5%, quando o índice considerado aceitável em uma fazenda de bom nível técnico é de pelo menos 70%. No Brasil, a taxa média de desmame é de cerca de 55%, praticamente o dobro da que era obtida pela fazenda. Na pecuária, essas duas mensurações são reconhecidas como os principais indicadores da eficiência reprodutiva em bovinos de corte. E a verdade, é que eles não estavam nada bons. “O manejo era muito ruim”, diz Melo. “Havia gado na fazenda que nunca tinha sido levado para o curral, que nunca tinha sido visto por um peão.” Em outras palavras, para o antigo dono, gado rústico era sinônimo de sobrevivente. Além da contagem dos animais e da separação de lotes por categorias, entre elas as de vacas, novilhas e garrotes, a Nova Piratininga fez uma parceria com os criadores Adir do Carmo Leonel, e seu filho Paulo, que administra a fazenda Barreiro Grande, em Nova Crixás, município vizinho a São Miguel do Araguaia. Leonel, que há 50 anos cria nelore, apartou as melhores fêmeas do rebanho para um projeto de uso de sêmen de touros de sua criação. Iniciado em 2012, o projeto tem como meta 100 mil nascimentos por ano, através da técnica de Inseminação Artificial em Tempo Fixo (IATF). “Hoje somos alvo de muita curiosidade de pecuaristas de todo o País”, diz Paulo Leonel. Só para ter uma ideia, entre cinco mil e dez mil animais nascidos por intermédios dessa biotecnologia já são considerados projetos de porte. É desse grupo de fêmeas inseminadas que começa a surgir a base das matrizes que vão produzir animais destinados ao abate. “Nosso objetivo é criar na Nova Piratininga um gado que eleve a qualidade genética da base do rebanho”, diz Adir Leonel. “Com ela, vai ser possível produzir animais padronizados em tamanho, peso e qualidade da carcaça.” Leonel é reconhecido por seus pares como um dos maiores conhecedores de genética nelore. Inclusive, segundo Alves de Melo, entre os funcionários da fazenda, os animais que vão nascendo dessa parceria são chamados de “gado do Adir, numa referência ao vizinho. “A gente realmente tira o chapéu para o trabalho desse criador especialista, porque de fato é um gado diferente e muito superior ao que tínhamos antes.” A compra de sêmen de reprodutores de Leonel, para a IATF, iniciada na safra 2011/2012, é o maior negócio já realizado diretamente entre duas fazendas, no País. 


Na safra 2014/2015, do total de 45 mil fêmeas apartadas para reprodução – as demais foram abatidas – 43,4 mil entraram no programa de IATF. Desse total, 15 mil fazem parte do projeto Adir e as demais foram inseminadas com sêmen de angus importado pela CRI Genética, empresa americana de genética animal. “A ideia com o cruzamento é fazer com a melhor base nelore, animais destinados a certos nichos de mercado, como as marcas de carne”, diz Alves de Melo. “Por isso, usamos o angus na inseminação.” A taxa de prenhes nesta estação de cria foi de 45% com a IATF, bem superior ao primeiro ano de uso da técnica, quando foi utilizada em apenas sete mil fêmeas e 35% emprenharam. Nesse projeto, as fêmeas que não pegam cria são cobertas por touros nelore. O rebanho de reprodutores é de 1,6 mil animais, usados na proporção de um para cada 20 vacas. A meta é chegar a uma taxa final de prenhes de 70%, mas o zootecnista Frederico de Faria Jardim, responsável pelos negócios da CRI em Goiás, Tocantins e Pará, acredita que possa passar dos 80%, índice que as fazendas altamente tecnologicamente avançadas, conseguem alcançar. “Vamos perseguir essa meta, porque criação, com baixa produtividade, é um mau negócio”, diz Jardim. Para William Koury Filho, doutor em produção animal e dono da consultoria BrasilcomZ, de Jaboticabal (SP), que monitora cerca de 25 rebanhos de seleção, na cadeia produtiva da pecuária o setor de cria sempre foi um gargalo, porque não se dá a ela a devida importância. Segundo ele, o Brasil poderia produzir mais bezerros, com um número menor de fêmeas. Em outras palavras, com mais produtividade. São 44 milhões de animais destinados aos frigoríficos, menos de um quinto de um rebanho de 210 milhões de reses, o que representa uma taxa de abate de cerca de 21%. Nos Estados Unidos, por exemplo, são cerca de 88 milhões de bovinos, para um abate de 38 milhões de animais, ou seja, uma taxa de 43%, o dobro da brasileira. “Não há nada mais impactante na atividade pecuária que a fertilidade do rebanho”, diz Koury Filho. “E para quem faz o ciclo completo, do nascimento à entrega do boi no frigorífico, ser eficiente nesse setor é fundamental para ter lucro no negócio.” (Dinheiro Rural)

URUGUAI ESTÁ EM ALERTA DIANTE DE CASOS DE LÍNGUA AZUL NO BRASIL



O Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca pediu aos produtores para ficarem em alerta e denunciarem qualquer suspeita da enfermidade, além observarem qualquer sintoma clínico. A denominada “língua azul” é uma enfermidade viral que afeta os ruminantes domésticos e selvagens, principalmente ovinos, mas também ataca caprinos e bovinos. É transmitida pelo mosquito do grupo Culicoides. Segundo a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), a gravidade da enfermidade varia segundo a espécie, com sintomas mais graves que podem causar a morte em ovinos. Entre os sinais figuram perda de peso, interrupção do crescimento da lã, salivação excessiva e corrimento nasal; diarreia; vômitos e pneumonia, entre outros. Em bovinos a taxa de infecção é com frequência mais alta que nos ovinos e a presença e gravidade dos sinais clínicos varia segundo a cepa viral.

O Brasil já tinha presença desta enfermidade há alguns anos. Mas, além dos controles oficiais, o assessor e delegado do Uruguai na OIE, Jorge Bonino Morlán, disse a El País que a medida mais efetiva é evitar a entrada de animais infestados e lembrou que todos os ovinos e bovinos que entram no país têm a sorologia negativa da enfermidade. A outra medida recomendada por técnicos, privados ou oficiais é evitar por todos os meios a propagação de mosquitos, inclusive do Culicoide que causa a “língua azul”. Este tipo de mosquito foi encontrado em Rocha, o que é comum nesse departamento, mas, nunca foi encontrado um infestado. No município brasileiro de Santa Maria teve casos da enfermidade em ovinos e bovinos, inclusive o problema resultou no fechamento da compra de gado em pé, pela Turquia. Mas, além dos controles oficiais, o êxito de manter o status sanitário passa pela prevenção e educação de toda a cadeia pecuária, mas, principalmente dos produtores. 


Quer saber mais sobre a doença? O Mário Balaro e Felipe Zandonadi Brandão escreveram um artigo sobre a enfermidade, para saber mais clique aqui. (TvTerraviva)


AGRURAL ELEVA ESTIMATIVA DE PRODUÇÃO DE SOJA


A consultoria AgRural elevou sua estimativa de produção de soja na safra 2017/2018 para 114 milhões de toneladas, contra as 112,9 milhões projetadas no levantamento de dezembro do ano passado. A mudança se deve a ajustes positivos nas produtividades das regiões Centro-Oeste e Sudeste e nos Estados do Paraná e de Santa Catarina, onde as chuvas de dezembro e do início de janeiro beneficiaram as lavouras em período reprodutivo. Com as alterações, a produtividade média do Brasil subiu em 0,5 saca por hectare, para 54,6 sacas. 

“Mesmo assim, esse desempenho ainda é inferior ao da safra passada, quando o país colheu média recorde de 56,1 sacas por hectare”, destaca a consultoria em nota. Apesar do bom potencial das lavouras até o momento, as produtividades médias estimadas para o Rio Grande do Sul e os Estados do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia) que plantam mais tarde, foram mantidas e serão revisadas em fevereiro. Segundo a consultoria, nos Estados que tiveram ajustes positivos no levantamento atual, a produtividade também será revisada no mês que vem, pois o comportamento do clima em janeiro – seja para o término do enchimento de grãos, seja para o avanço da colheita – ainda tem influência sobre o tamanho da safra. O total de 114 milhões de toneladas é quase estável em relação ao resultado da oleaginosa na temporada de 2016/2017, com ligeira redução de 0,08% contra o recorde de 114,1 milhões de toneladas colhidas. A semelhança entre os números de produção se deve ao aumento de 2,5% na área plantada em 2017/2018, que é estimada pela AgRural em 34,8 milhões de hectares.​​ (Estadão)

sexta-feira, janeiro 05, 2018

Aplicativo gratuito emite alerta de doenças em criações de animais de todo o mundo

O Brasil nunca registrou caso de gripe aviária. Mas diversos países têm focos da doença na Ásia, na África e na Europa.  Medidas para evitar a influenza aviária, como também é chamada, são exigidas de aviários comerciais, como a colocação de telas nos galpões de alojamento das aves. Mas além de cumprir as regras de proteção, avicultores e interessados no setor podem acompanhar os casos registrados de uma maneira bem prática.
A Organização Internacional de Saúde Animal (OIE) disponibiliza um aplicativo que informa as notificações de doenças em animais. Peste suína africana, doença de Newcastle, anemia infecciosa equina, doença da língua azul, raiva, entre outras.
O aplicativo da OIE é gratuito e pode ser baixado nas plataformas Android e Apple.
A má notícia é que o serviço não está disponível em português. O usuário pode escolher os idiomas inglês, francês ou espanhol. (Canal Rural)

Venda da Dow AgroScience Sementes a chinesa Citic Agri Fund, da origem a nova empresa LP Sementes


Os ativos da Dow AgroSciences Sementes, cuja venda para o chinês Citic Agri Fund foi anunciada em julho deste ano, estão dando origem a uma nova empresa, a LP Sementes, segundo nota divulgada na manhã desta sexta-feira, 1º de dezembro, pelo fundo juntamente com outra empresa chinesa, a Yuan LongPing High-Tech Agriculture. O lançamento da LP Sementes ocorre após as duas companhias chinesas terem concluído na quinta-feira, 30 de novembro, a aquisição de parte dos negócios da Dow AgroSciences no Brasil.

A operação totaliza US$ 1,1 bilhão (excluindo a taxa de transação) e inclui, além dos ativos da Dow AgroSciences Sementes, o acesso total ao banco de germoplasma de milho brasileiro da empresa, a marca Morgan e a licença para uso da marca da Dow Sementes por 12 meses.
“Nós nos dedicamos a identificar empresas de alta qualidade nas cadeias agrícolas do mundo para desenvolver o setor com investimentos”, afirmou no comunicado o gerente-geral do Citic Agri Fund, SHI Liang. “A LongPing se comprometeu com o desenvolvimento de negócios no exterior. Também estamos buscando colaborações com empresas locais ao redor do mundo”, acrescentou o vice-presidente da companhia, Yuan Dingjiang.
O presidente-executivo da LongPing, Zhang Xiukuan, será o presidente da LP Sementes. Vitor Cunha, que era gerente-geral da Dow, permanecerá como gerente-geral da LP Sementes. A estrutura organizacional e a equipe gestora da empresa serão mantidas, diz a nota.
Com os ativos de sementes da Dow AgroSciences, a LP Sementes inicia sua trajetória no Brasil com 18,5% de participação no mercado brasileiro de sementes de milho, na terceira posição do ranking nacional. A LongPing é líder global em arroz híbrido e tem negócios ainda de milho híbrido, trigo, vegetais e outros produtos agrícolas.
A empresa vem fazendo esforços para expandir sua atuação global e o lançamento da LP Sementes faz parte desta estratégia, de acordo com o comunicado. A China possui a segunda maior área cultivada com milho do mundo (atrás dos Estados Unidos e seguida pelo Brasil) e é o principal destino das exportações brasileiras do cereal.
A LongPing está listada na Bolsa de Valores de Shenzhen desde 2000 e tem centros de pesquisa e desenvolvimento nas Filipinas, Índia, EUA, Paquistão e filiais nas Filipinas, Índia e Timor-Leste. Segundo o comunicado, a transação foi aprovada pelas agências regulatórias da China e do Brasil. (Dinheiro Rural)

BB Trade vai financiar troca de produtos no Campo

Impulsionado pelas tradings desde os anos 1990, e incentivado como um instrumento fácil de crédito, o barter (escambo, na tradução do inglês), tem crescido ano a ano no País. A ferramenta de permuta de insumos por grãos e outros produtos agropecuários, que se transformou em uma “moeda forte”, tem sido uma alternativa importante de financiamento rural. Hoje, esse tipo de captação de dinheiro representa 30% da receita das empresas associadas à Associação Nacional de Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (Andav), o equivalente a R$ 13,1 bilhões no ano passado. Não por acaso, a operação despertou o interesse do Banco do Brasil (BB), que anunciou em setembro um produto inédito entre as instituições financeiras. O BB, com o programa BB Trade, se tornou o primeiro banco a disputar uma fatia desse mercado, justamente como financiador da operação. “O mercado de barter é muito grande”, diz Tarcísio Hubner, vice-presidente de Agronegócios do banco. “E tem potencial porque todo produtor precisa de recursos para a safra.”
O BB pretende atuar como financiador na operação porque não interessa à instituição receber os grãos. Isso ocorre no barter tradicional, no qual a indústria entrega fertilizantes, defensivos, sementes e outros insumos, e, em troca, recebe o pagamento em produtos agrícolas. “No caso do BB Trade, o banco vai dar liquidez a essa operação”, afirma Hubner. “O banco entra com a triangulação, simplificando o processo de barter e assumindo o risco.” O BB possui R$ 188 bilhões para oferecer ao mercado na atual safra, dos quais R$ 112,8 bilhões são de recursos próprios para operações de investimento, custeio, comercialização e para a Cédula de Produto Rural (CPR). É justamente a CPR, um título equivalente a uma promessa de entrega, o caminho para viabilizar o BB Trade entre produtores e empresas.
O lançamento do novo barter faz parte da estratégia do Banco do Brasil, que sempre foi o maior financiador do agronegócio, mas que há dois anos vem buscando outras oportunidades para atuar mais fortemente na cadeia produtiva. “Podemos ser a solução de crédito para cooperativas, tradings e cerealistas”, afirma Hubner. No município de Bebedouro, no interior paulista, a Cooperativa de Produtores Rurais Coopercitrus utiliza o barter em 20% das operações de crédito aos seus 27,8 mil cooperados. Além de São Paulo, eles estão em Minas Gerais e se dedicam ao cultivo de laranja, limão, cana-de-açúcar, grãos, hortifrútis e pecuária. Os demais 80% são financiados através de recursos próprios da Sicoob Credicitrus, de bancos comerciais e do crédito oficial do governo. Segundo José Vicente da Silva, presidente da Coopercitrus, que faturou R$ 3 bilhões no ano passado, o BB Trade pode ser uma opção. “No nosso caso, a maior parte das operações de barter são para a troca de grãos, como o café, a soja e o milho, por insumos e máquinas agrícolas”, afirma Silva. “Estamos abertos à proposta apresentada pelo Banco do Brasil, desde que o custo seja compatível.” No caso do barter, ele leva apenas o custo da CPR, de 12,7% ao ano, como nos demais negócios com esse papel. O novo barter pode sanar um buraco que começa a ficar cada vez maior: o crédito mais curto no mercado. Nesta safra, o governo está liberando apenas R$ 800 milhões para as cooperativas, do montante de R$ 1,4 bilhão anunciado no início do Plano Safra. Silva acredita que o Banco do Brasil poderia suprir até 30% da demanda de recursos para as cooperativas com o novo produto.
O Banco do Brasil oferece financiamento para o barter através das CPRs Financeira e de Risco Conveniada. Na primeira estão envolvidos papéis, ou seja, o produtor ou a cooperativa não precisa entregar a colheita e sim valores. Já na de Risco Conveniada, que também pode ser utilizada por agroindústrias, a CPR pode ser liquidada de duas maneiras: de forma financeira ou de forma física, no qual o produtor entrega o produto colhido no campo. Em ambos os casos, o crédito do valor da CPR vai diretamente para as empresas de insumos. E no caso do produtor optar pela entrega física é a empresa de insumos que determina onde a colheita será depositada. “Nesse caso, o banco adquire a CPR física e credita o valor ao emitente para custear a sua produção, diz Hubner. Mas há um pedágio, por enquanto, o BB Trade atende apenas correntistas. (Dinheiro Rural)

Colheita do milho atinge 7% da área no RS


As lavouras de milho do Rio Grande do Sul recuperaram o potencial produtivo após as últimas chuvas, diz a Emater. A colheita atinge 7% da área semeada. “O restante da cultura, cerca de 60%, avança rapidamente para a maturação final, atingindo 12%”, diz a empresa em relatório sobre o desenvolvimento da safra verão. A soja encontra-se na fase de desenvolvimento vegetativo (84% da área cultivada); sendo que 15% atingiram a floração e, em áreas muito adiantadas (soja do cedo), a cultura já está em enchimento de grãos (1%). O plantio de arroz foi concluído. (Estadão)

Produção de açúcar na Índia sobe 26% na safra 2017/18 até 31/12, a 10,326 mi de ton

A produção de açúcar na Índia atingiu 10,326 milhões de toneladas no acumulado da safra 2017/18 iniciada em outubro, até 31 de dezembro, alta de 26% em relação ao mesmo período da temporada anterior, quando foram produzidas 8,2 milhões de toneladas do alimento, informou na quarta-feira, 3, a Associação das Usinas de Açúcar da Índia (Isma, na sigla em inglês). Segundo maior produtor global da commodity, atrás apenas do Brasil, o país contava com 485 usinas em processamento no primeiro trimestre desta safra, número superior às 441 unidades que operavam em igual intervalo de 2016/17.
As 180 usinas do Estado de Maharashtra produziram 3,8 milhões de toneladas de açúcar, enquanto as 116 unidades de Uttar Pradesh responderam por 3,33 milhões de toneladas até o momento.
A associação destaca que os preços internos mostram recuperação, depois de quedas verificadas em meses anteriores. “A venda de açúcar também tem ligeira melhora nos últimos dias devido às intenções de compra indicada por traders”, diz a Isma.
Com um estoque de 3,88 milhões de toneladas na abertura da safra, em 1º de outubro, e produção estimada em 25,1 milhões de toneladas, além de 200 mil toneladas processadas a partir de matérias-primas importadas, a disponibilidade total da commodity indiana deve chegar a 29,18 milhões de toneladas nesta temporada, de acordo com perspectivas preliminares do setor.
Em contrapartida, estima-se um crescimento de demanda na ordem de 2%, com expectativa de consumo em 25 milhões de toneladas entre os mercados interno e externo e, portanto, a projeção para o estoque ao final da safra 2017/18 está em torno de 4,18 milhões de toneladas.
A próxima estimativa da indústria será divulgada na terceira semana deste mês. (Estadão)

LCA: 2017 foi ano de superação para Brasil, com contribuição da agropecuária

O diretor de Economia da LCA Consultores, Luiz Suzigan, afirmou nesta terça-feira, 5, durante evento da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) em Brasília, que 2017 foi um ano de superação para o Brasil, mas também para o cenário internacional. “Isso porque não houve frustração em relação ao crescimento global”, afirmou, citando a perspectiva de que o Produto Interno Bruto (PIB) suba 3,1% em 2017. “Essa melhora da economia mundial contribuiu para o Brasil superar a recessão este ano”, pontuou.
Suzigan disse que a superação da recessão no Brasil foi heterogênea. “Alguns setores superaram, outros não. A contribuição da agropecuária foi muito melhor”, disse. A estimativa é de que o setor feche 2017 com crescimento de 14%, enquanto a indústria (recuo de 0,9%) e os serviços (queda de 0,2%) terão resultados negativos.
Para 2018, o cenário global é benigno, com expectativa de crescimento “talvez até maior que o visto em 2017”. “Mas países centrais estão retirando estímulos monetários”, lembrou o economista, o que tende a gerar uma situação menos favorável para países emergentes como o Brasil.
A CNA promove nesta terça, em Brasília, evento que traça perspectivas para o setor agropecuário em 2018, além de apresentar um balanço a respeito do ano de 2017. (Dinheiro Rural)

Monsanto: safra volumosa de milho nos EUA dificulta alta de sementes


Empresas como a Monsanto estão enfrentando dificuldade para elevar os preços de sementes de milho, após produtores nos Estados Unidos terem colhido uma safra volumosa pelo quinto ano consecutivo. Os silos do país estão lotados e as chances são cada vez menores de uma alta significativa dos preços do grão. Em teleconferência para discutir os resultados do primeiro trimestre fiscal, o presidente da Monsanto, Brett Begemann, disse que a companhia aumentou os preços de suas sementes mais novas, como de costume, mas que os preços de sementes mais antigas permaneceram inalterados. “É um ano difícil”, afirmou Begemann, referindo-se à concorrência acirrada.

A empresa não divulgou seu guidance de lucro para o ano fiscal por causa da venda para a Bayer, que ainda está pendente. Segundo o CEO da Monsanto, Hugh Grant, o processo de aprovação regulatória da fusão está avançando “como esperado”. A aprovação do negócio pela Comissão sobre Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (Cfius, na sigla em inglês), no início de dezembro, significa que não há avaliações pendentes sobre segurança nacional, afirmou Grant. Ele disse acreditar que a fusão vai ser concluída no começo de 2018. O negócio, que vai resultar na maior empresa de sementes e pesticidas do mundo, ainda está sendo avaliado por órgãos antitruste nos EUA e na União Europeia, que no ano passado expressaram “sérias dúvidas” sobre a combinação. (Dow Jones Newswires)

Plantio de soja na Argentina atinge 87,5% da área


O plantio de soja da safra 2017/18 na Argentina avançou 5,6 pontos porcentuais em uma semana, atingindo 87,5% da área prevista de 18,1 milhões de hectares, informou a Bolsa de Cereais de Buenos Aires, em relatório semanal. O atraso em relação ao ano anterior era de 4,7 pontos porcentuais. Conforme a bolsa, a semeadura de soja e de milho segue avançando no centro e sul do país, mas no noroeste e nordeste os trabalhos de campo são lentos por causa da falta de umidade no solo.

“Em escala nacional, ainda falta incorporar mais de 2,25 milhões de hectares (de soja) dos 18,1 milhões de hectares projetados para o atual ciclo. Cerca de 75% da área remanescente se localiza no norte do país, onde altas temperaturas e a falta de precipitações atrasam o plantio nas regiões nordeste e noroeste”, disse a bolsa. Conforme o relatório, mais de 1,7 milhão de hectares no noroeste e nordeste do país precisam de umidade para conclusão do plantio. “Apesar do cenário atual, ambas as regiões têm de duas a três semanas para semear a soja.” No centro da região agrícola, falta plantar 200 mil hectares.
No sul da área de cultivo, ainda precisam ser semeados 350 mil hectares, na sequência do trigo e da cevada. “Parte dessa superfície poderia ser deixada fora da rotação durante o ciclo atual, colocando em risco a estimativa nacional de área destinada à soja devido à falta de umidade no solo e ao fechamento iminente da janela de plantio em áreas do centro e sudoeste de Buenos Aires e sul de La Pampa, bem como na região de Cuenca del Salado.”
Quanto ao milho, o plantio alcança 77,9% dos 5,4 milhões de hectares previstos para a temporada 2017/18, avanço de 7,7 pontos porcentuais ante a semana anterior. Segundo a bolsa, foram semeados até agora 5,4 milhões de hectares de milho, ante 5,1 milhões de hectares plantados um ano atrás.
Para o trigo, o avanço da colheita da safra 2017/18 foi de 10,4 pontos porcentuais, para 91,6% da área. A bolsa manteve a projeção de produção em 17 milhões de toneladas. (Dinheiro Rural)

quinta-feira, janeiro 04, 2018

CGU acha R$ 1,3 bi em fraudes no Bolsa Família

O Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) identificou 345.906 famílias “com fortes indícios de terem falseado a declaração da informação de renda” no cadastro do Programa Bolsa Família.
De acordo com a pasta, há pagamentos indevidos de até R$ 1,3 bilhão em um período de dois anos.
Os dados fazem parte de uma avaliação da atuação do Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) para aprimoramento dos controles do programa.
A auditoria da CGU verificou a confiabilidade dos resultados do cruzamento das bases de dados oficiais com os valores de renda declarados pelos beneficiários no Cadastro Único, para identificar indícios de pagamentos indevidos e avaliar as providências adotadas pelo órgão frente às inconsistências.
O Bolsa Família atende, de acordo com a CGU, a 13,5 milhões famílias que vivem em situação de extrema pobreza (renda mensal por pessoa até R$ 85) e de pobreza (renda mensal por pessoa entre R$ 85,01 e R$ 170, desde que tenham em sua composição crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos).
A concessão dos benefícios tem caráter temporário e não gera direito adquirido, devendo o Cadastro Único ser atualizado obrigatoriamente em até dois anos ou quando houver alteração da situação de condição das famílias.
A CGU informou que “nas situações em que a irregularidade ficar comprovada, após a condução de processo administrativo, serão aplicadas sanções legais, tais como devolução de valor e impossibilidade de retornar ao Programa por um ano”.
O relatório concluiu “pela necessidade de aperfeiçoamento nos controles relativos ao processo de cadastramento das famílias”.
“A expectativa é de que a realização sistematizada de cruzamentos de dados no momento do cadastro, para confirmar as informações prestadas pelos cidadãos, associado a um melhor fluxo de informações junto aos Municípios, diminua o número de declarações inverídicas”, diz nota da CGU.

Recomendações da CGU

– Adotar processo prévio de verificação das informações declaradas no Cadastro Único como requisito de validação do cadastro, proporcionando transparência em caso de divergência com dados registrados em bases oficiais, presumindo-se a veracidade das informações ratificadas pelo cidadão.
– Regulamentar critérios de geração de pendências e de invalidação do cadastro das famílias identificadas no processo de Averiguação Cadastral, incluindo o caso das famílias convocadas que não comparecem para atualização dos dados.
– Elaborar e executar plano para adoção de providências para o tratamento dos casos de subdeclaração apontados no Relatório, considerando prioritários os casos mais graves e materialmente mais relevantes, para ressarcimento e aplicação de penalidades.

Medidas do MDS

O Ministério do Desenvolvimento Social informou a adoção de medidas para aperfeiçoar o Cadastro Único:
– Lançamento da Rede Cadastro Único para coordenação das políticas sociais que utilizam os dados do Cadastro, bem como o lançamento de uma plataforma digital que permite o acesso mensal às bases de dados do Cadastro Único, de Averiguação e de Revisão Cadastral, as quais possuem informações relevantes para a gestão de outras políticas públicas.
– Impedimento à habilitação e pagamento do Bolsa Família às famílias cadastradas identificadas com divergência de informação em outras bases de dados oficiais.
– Estudo de alternativas para automatização dos cruzamentos mensais entre o Cadastro Único e outras bases de dados oficias, com marcação de pendência diretamente no Cadastro e disponibilização das informações aos municípios para análise e tratamento. (Exame)

Correios passam a exigir nota fiscal para envio de objetos

Desde segunda-feira (2), entrou em vigor uma nova regra para postagens de varejo nos Correios. A partir de agora, todas as encomendas nacionais despachadas pelos Correios e demais transportadoras deverão ser obrigatoriamente acompanhadas de nota fiscal.
De acordo com os Correios, a medida visa atender às exigências dos órgãos de fiscalização tributária em relação às legislações para a circulação de mercadorias no país, que determinam que o transporte de qualquer item sujeito a tributação deve ocorrer com documento fiscal.
As empresas de e-commerce já adotam essa exigência. Mas a mudança – que vale tanto para produtos novos como usados – afeta diretamente as vendas de objetos pessoais em sites como MercadoLivre e OLX. Como pessoas físicas não emitem nota fiscal, podem ser impedidas de despachar o objeto vendido.
Os Correios dizem que, no envio de itens pessoais não comercializados, a postagem deve ser acompanhada por uma declaração de conteúdo (disponível aqui), que deverá ser fixada na parte externa da encomenda. Mas isso não vale quando se trata de uma operação de compra e venda. (Exame)

Adversários de Lula assinam manifesto a favor de sua candidatura

A deputada estadual gaúcha Manuela D´Ávila (PC do B) e o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) Guilherme Boulos, possíveis adversários do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa presidencial deste ano, assinaram um manifesto em defesa de o direito do petista ser candidato a presidente em 2018.
Intitulado “Eleição Sem Lula é Fraude”, o documento elaborado pelo ex-ministro das Relações Exteriores do governo Lula, Celso Amorim, foi traduzido para inglês, espanhol, francês e árabe e havia recebido, até quarta-feira, dia 3, o apoio de mais de 115 mil pessoas. Entre elas o cantor Chico Buarque de Holanda e o linguista e filósofo norte-americano Noam Chomsky. A meta é chegar a 150 mil assinaturas até o dia 24, quando o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) vai julgar o recurso que pode tornar o petista inelegível.
Lula, que lidera as pesquisas eleitorais para a Presidência, foi condenado em primeira instância a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do triplex do Guarujá (SP). Ele alega inocência e recorreu ao TRF-4 contra a condenação. Se o tribunal mantiver a sentença o petista pode ficar inelegível com base na Lei da Ficha Limpa.
Manuela foi lançada pré-candidata a presidente pelo PC do B. Boulos, que não é filiado a partido político, recebeu convite do PSOL para disputar a Presidência pela legenda. Ele tem até março para decidir se aceita o convite.
Ciro Gomes, pré-candidato pelo PDT, foi procurado por meio de sua assessoria de imprensa mas não respondeu. (O Estado de Sao Paulo)

Filha de Roberto Jéferson é nomeada nova ministra do trabalho

O Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira traz publicado o decreto de nomeação da deputada Cristiane Brasil Francisco (PTB-RJ) como ministra do Trabalho. A titular foi definida nesta quarta-feira pelo presidente Michel Temer depois de encontro com o presidente do partido, o ex-deputado Roberto Jefferson, que é pai da nova ministra. A deputada federal já foi citada na delação da Odebretch mas não chegou a ser investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Jefferson, que foi condenado no processo do mensalão, se disse emocionado e chorou ao falar com jornalistas ao final do encontro. Para ele, a escolha de Cristiane representa "um resgate da família". "É o orgulho, a surpresa, a emoção que me dá. É o resgate, sabe? É um resgate. (O mensalão) Já passou. Fico satisfeito", disse.
Temer havia pedido na quarta-feira ao PTB para indicar um nome alternativo ao do deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), adversário eleitoral do ex-presidente José Sarney (PMDB), amigo de Temer. Segundo Jefferson, Sarney vetou a indicação do parlamentar, mas o ex-presidente nega a informação.
Cristiane assume a pasta no lugar do deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), que deixou o cargo semana passada alegando que irá se candidatar neste ano para mais um mandato parlamentar. A data da posse da nova ministra ainda não foi marcada, mas deve ocorrer na próxima semana. (Correio do Povo)

quarta-feira, janeiro 03, 2018

Se Lula for condenado, Dilma pode ser opção do PT para presidência da república


A ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff aparece em melhor situação em uma eventual corrida presidencial sem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem julgamento marcado no TRF-4 para o dia 24 de janeiro.

A constatação é de uma pesquisa do Instituto Paraná divulgada com exclusividade pelo Blog Radar, de Veja. No levantamento de intenção de votos, o nome de Lula foi trocado por outros candidatos do PT no caso do ex-presidente não poder concorrer.

Sem uma eventual candidatura do petista, Dilma seria a candidata mais competitiva do partido, com 13,4% dos votos, seguida de Geraldo Alckmin (8,7%), Ciro Gomes (7,7%) e Joaquim Barbosa (7,6%).

Mas o maior beneficiário da saída de Lula seria o ex-militar Jair Bolsonaro. De acordo com a pesquisa, ele lidera com 22,8% das intenções de votos em um cenário sem Lula e com Dilma.

No caso da ex-presidente também ficar de fora da disputa, Bolsonaro aparece com 23,2%, seguido de Marina Silva (14,8%).

terça-feira, janeiro 02, 2018

Empréstimo de 600 milhões de reais para o governo da Bahia, comandado pelo PT, irrita os aliados de Michel Temer

O Banco do Brasil acaba de liberar R$ 600 milhões para o governo da Bahia, comandado pelo PT, maior adversário do Planalto. O DEM e o PPS estão em pé de guerra porque o dinheiro chega para o governador petista Rui Costa no ano eleitoral de 2018, quando Rui irá tentar a reeleição. Seu principal adversário na disputa será o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Aliado do demista, Arthur Maia (PPS) já falou até em deixar a relatoria da Previdência. E tudo isso acontece enquanto o governo ameaça os aliados de retaliação se não votarem a reforma da Previdência.
Aliado do governador Rui Costa, o senador Otto Alencar (PSD-BA) diz que o presidente Temer prometeu liberar o empréstimo em troca de os deputados do PSD da Bahia ajudarem a garantir quórum na votação da 2.ª denúncia contra ele.
O partido cumpriu sua parte com a presença dos cinco deputados do PSD da Bahia no plenário. Eles votaram contra Temer, mas ajudaram a garantir a sessão que decidiu pelo arquivamento da acusação contra o presidente.
O empréstimo saiu dois meses depois da votação quando já havia ordem judicial para ser liberado. O BB diz que não comenta o assunto.
A liberação de empréstimo do Banco do Brasil para o governo do PT no Ceará também gerou atrito com aliados da base. No entanto, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), contornou a situação assumindo a paternidade da liberação.
Incentivador da campanha de Rodrigo Maia ao Planalto, o deputado Danilo Forte (DEM-CE) reforça a corrente da sigla que defende o desembarque do governo Temer. “Se o DEM quer ter uma cara nova, não pode caminhar ao lado das velhas companhias”, diz.
Mas as articulações em torno de Rodrigo Maia não interromperam as conversas no Palácio do Planalto sobre sucessão presidencial, que giram em torno de Michel Temer e Henrique Meirelles (Fazenda).
Chantagem
Na sexta-feira o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que o governo não vai condicionar a liberação de empréstimos pela Caixa Econômica Federal a governadores ao apoio à reforma da Previdência. Segundo ele, isso nunca foi dito e essa interpretação é mentirosa. Durante entrevista para liberação de financiamento para obras de saneamento para Estados, Marun desafiou acharem, em suas entrevistas anteriores, o trecho em que essa condicionante foi feita. Segundo ele, a questão se assemelha à prática nazista de repetir uma mentira até que ela seja tomada como verdade.
Mas, na terça-feira, o ministro havia afirmado que financiamentos dos bancos públicos são “ações do governo”, e defendeu fosse discutido com os governadores “alguma reciprocidade no sentido de que seja aprovada a reforma da Previdência”.
Em protesto contra a fala de Marun, governadores de Estados do Nordeste divulgaram uma nota conjunta manifestando “profunda estranheza” com as declarações, e a ameaçando “promover a responsabilidade política e jurídica dos agentes públicos envolvidos”. No dia seguinte o ministro já havia divulgado nota negando ter atrelado financiamentos ao apoio à reforma, e cobrando “responsabilidade” dos agentes públicos. (Osul)