quarta-feira, fevereiro 22, 2017

Canadá diz que vai receber 1,2 mil perseguidos pelo Estado Islâmico

Foto: Reprodução
O Canadá receberá neste ano 1,2 mil indivíduos que tenham sofrido perseguição do grupo radical EI (Estado Islâmico), anunciou nesta terça-feira (21) o ministro de Imigração, Ahmed Hussen, assinalando que 400 deles já haviam chegado ao país.
“O Canadá está trabalhando com a Agência da ONU [Organização das Nações Unidas] para Refugiados, com cooperação e apoio do governo do Iraque, para identificar yazidis vulneráveis e outros sobreviventes do Daesh (acrônimo em árabe do Estado Islâmico), tanto dentro como fora do Iraque”, diz comunicado do governo canadense.
Os yazidis são uma minoria curda adepta a uma religião pré-islâmica. Não são árabes, nem muçulmanos, e o EI os considera como politeístas hereges. Desde o avanço do EI, dezenas de milhares de yazidis se refugiaram no monte de Sinjar, onde permaneceram durante dias sem água e alimentos.
Milhares de homens foram massacrados, enquanto as mulheres eram raptadas e muitas vezes submetidas à escravidão pelos extremistas. A ONU qualificou estes ataques como “tentativas de genocídio”.
A nota do governo canadense diz que é esperado que a maioria dos 1200 indivíduos acolhidos será de yazidis, mas que a escolha não é baseada em religião ou etnia. Os sobreviventes do EI que serão recebidos no país “incluem mulheres e crianças Yazidi e suas famílias, imigrantes, refugiados e cidadãos do Canadá”, segundo comunicado.
“Nossa operação está em curso e os refugiados que sobreviveram ao EI começaram a chegar ao Canadá nos últimos meses”, disse Hussen à imprensa. “Nosso governo vai instalar no Canadá cerca de 1,2 mil sobreviventes muito vulneráveis, assim como os membros de suas famílias”, indicou.
A atenção do Canadá está voltada para “as mulheres e meninas”, assinalou Hussen.
“Nossos esforços mostraram que o EI também aponta deliberadamente para os meninos, enquanto tentaremos ajudá-los a se reinstalarem aqui”, acrescentou.
No outono boreal passado, o Parlamento canadense havia adotado uma resolução que previa a chegada ao país, em quatro meses, de yazidis que escaparam de perseguições do EI no Norte do Iraque, qualificadas como “genocídio” por Ottawa. Os yazidis que já chegaram ao país foram submetidos a controles de segurança e biométricos exaustivos, assim como a exames médicos, disse Hussen.
O custo da iniciativa foi avaliado em 28 milhões de dólares canadenses (US$ 23 milhões).
Desde a chegada de Justin Trudeau ao governo, em novembro de 2015, o Canadá recebeu mais de 40 mil refugiados sírios. (O SUL)

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