quarta-feira, março 29, 2017

Argentina perde para Bolívia e se complica nas eliminatórias

Foto:JUAN MABROMATA
A suspensão de Lionel Messi por quatro jogos, por ter xingado o bandeirinha brasileiro Emerson Carvalho no jogo contra o Chile, na semana passada, tirou da Argentina o resto de equilíbrio que lhe restava na disputa das Eliminatórias. Sem o craque, a seleção alviceleste foi à Bolívia e perdeu para a seleção local por 2 a 0, com gols de Arce e Marcelo Moreno, e termina a rodada em quinto lugar, posição que a levaria a disputar uma repescagem para poder ir à Copa, na Rússia, em 2018. Os argentinos foram ultrapassados pelo Chile, que venceu a Venezuela em casa por 3 a 1, e pela Colômbia, que derrotou o Equador, em Quito, por 2 a 0.

À frente de um estádio cheio na altitude de La Paz, a Argentina, com Lucas Pratto, do São Paulo, como titular do ataque ao lado de Ángel Di María, não se encontrou em campo em nenhum momento do jogo. O primeiro gol saiu aos 31 minutos do primeiro tempo, em cabeçada de Arce. Nervosa, a Argentina não conseguia chegar ao ataque com qualidade. Comandada pelo empolgado Chumacero, a seleção boliviana — que tinha nas tribunas a torcida do presidente da república, Evo Morález —, mesmo sem muita qualidade técnica, tinha alguma organização e tentava manter a posse de bola. Aos sete do segundo tempo, a defesa argentina bateu cabeça e deixou a bola sobrar para o artilheiro Marcelo Moreno, que marcou o segundo gol. “As suspensões de Nicolás Otamendi, Javier Mascherano, Lucas Biglia e Gonzalo Higuaín; as lesões de Gabriel Mercado e Emmanuel Mas e a decisão de de dar descanso a Sergio Agüero levaram o técnico Edgardo Bauza levar a campo uma formação muito diferente da que derrotou o Chile no Monumental de Núñez”, escreveu o diário “Clarín” após o jogo.
O dia já começou tenso para os argentinos, com a notícia da suspensão de Messi. Mesmo sem que o juiz brasileiro Sandro Meira Ricci relatasse na súmula de Argentina 1 x 0 Chile — realizado em Buenos Aires no último dia 23 — as ofensas proferidas pelo jogador contra Carvalho, as cenas flagradas pela televisão foram suficientes para que a Fifa decidisse pela punição. Além da partida de ontem, Messi não deve atuar pela Argentina nas três próximas rodadas, contra Uruguai, Venezuela e Peru, todas no segundo semestre, retornando apenas no último jogo, contra o Equador, fora de casa, no dia 10 de outubro.
Em Quito, a Colômbia consolidou sua posição no grupo dos virtuais classificados ao derrotar o Equador por 2 a 0, com gols dos astros James Rodríguez e Juan Cuadrado. Em Santiago, o Chile fez o dever de casa e despachou a Venezuela por 3 a 1, com dois gols de Paredes e um de Alexis Sánchez, contra um de Rondón. No momento, o Chile segura a última vaga direta para a Copa, com 23 pontos.
TROPEÇO NA CARREIRA
Além de vir em péssima hora, deixando a Argentina ameaçada de não ir à Copa, a suspensão é um ponto fora da curva na carreira de Messi. Em 15 temporadas no futebol profissional, ele, além do futebol fora de série, se destaca pela personalidade tranquila em campo. A suspensão de quatro jogos da seleção é a maior sofrida pelo jogador de 29 anos, que, em 41 partidas disputadas em eliminatórias da Copa do Mundo, havia recebido apenas um cartão amarelo. Foi no confronto com o Uruguai, vencido pela Argentina, em casa, em novembro de 2008. O nervosismo em campo parece ser reflexo do mau momento da Argentina comandada pelo técnico Edgardo Bauza.
Com o resultado, o time argentino, que iniciou a rodada na terceira colocação, pode acabar na quinta. Isto se a Colômbia vencer o Equador e o Chile derrotar a Venezuela (ambos jogam em casa).

No início do segundo tempo, mais precisamente aos sete minutos, Marcelo Moreno ampliou, ao receber na área após bela jogada de Flores.
Os próximos jogos da Argentina serão contra Uruguai (fora), Venezuela (em casa), Peru (em casa) e Equador (como visitante). (O GLOBO)


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