terça-feira, março 07, 2017

Rio Grande do Sul terá em 2017 maior safra de grãos da história

Foto:EXPODIRETO COTRIJAL
A safra de grãos de verão no Rio Grande do Sul deve somar 30,86 milhões de toneladas em 2017, alta de 2,72% frente à colheita de 2016. O valor projetado pela Emater-RS, ao divulgar os números na Expodireto, em Não-Me-Toque, para o volume é de R$ 29 bilhões. A colheita será a maior da história, considerando a crescente produtividade e aumento da área de cultivo. O volume se eleva se considerar a safra 2016/2017, com culturas de inverno, como trigo, que elevará a produção a 33 milhões de toneladas.  Soja será o carro-chefe do setor, com estimativa de produção de 16,8 milhões de toneladas, com valor bruto de produção (VBP) de R$ 18,1 bilhões, 62% do total a ser gerado no campo na produção de verão. A colheita é 3,43% maior que a da safra 2015/2016 da oleaginosa, que somou 16,2 milhões de toneladas. A área de cultivo cresceu levemente em 2016/2017, ficando em 5,499 milhões de hectares, 0,64% acima da área de 2015/2016 - de 5,464 milhões. O resultado mostra o salto da produtividade das áreas. A segunda cultura com maior safra é o arroz, que deve resultar em 8,5 milhões de toneladas, com VBP de R$ 8,1 bilhões. Logo depois, vem o milho com 5,5 milhões de toneladas e valor de R$ 2,5 bilhões. Os valores foram calculados com base em valores dos produtos apurados entre 20 e 24 de fevereiro.    'É um dado extraordinário", resumiu o presidente da Emater-RS, Clair Kuhn, ressaltando o volume total de 33 milhões de toneladas adicionando o plantio de inverno. "Considerando a população gaúcha, seriam três toneladas por habitante", ressaltou o secretário estadual de Desenvolvimento, Pesca e Cooperativismo, Tarcísio Minetto. A divulgação da safra teve um tom de acontecimento, que atraiu até o vice-governador, José Paulo Cairoli, a um dos estandes da Emater. Cairoli destacou o papel da Emater, no apoio aos agricultores, como "um órgão de estado" e reconheceu o trabalho no campo. Cairoli admitiu que não sabia como a Emater e a secretaria andariam juntas, e disse que o trabalho dos dois garantiu a união, sem brigas. No começo do atual governo, houve temor de que a Emater poderia ser extinta.  (Jornal do Comércio)

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