terça-feira, abril 18, 2017

Governo aumenta a previsão de rombo do INSS para R$ 10,4 trilhões em 2060

Foto: Rodrigo Clemente
O governo federal elevou de R$ 8,95 trilhões para R$ 10,42 trilhões sua previsão para o déficit do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) em 2060. Trata-se de um aumento de 16% no rombo da Previdência previsto há um ano para a mesma data.
A nova estimativa consta no projeto da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) de 2018, que foi encaminhado na semana passada ao Legislativo, mas divulgado somente nesta segunda-feira (17). A comparação foi feita com a versão anterior do mesmo documento, que foi divulgado um ano atrás. A metodologia do cálculo do rombo da Previdência também mudou.
O aumento na previsão do governo para o rombo do INSS não considera a aprovação de uma reforma da Previdência Social. Por lei, o governo só pode incorporar os efeitos de uma eventual reforma às estimativas depois que ela for aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente da República.
Para 2018, a última previsão do governo federal para o rombo do INSS é de R$ 202,17 bilhões, 2,79% do PIB (Produto Interno Bruto). Até 2060, o déficit previdenciário aumentará 8,5 pontos percentuais. No ano passado, a equipe econômica informava que a previsão de déficit do INSS ficaria equivalente a 11,14% do PIB em 2060. Na LDO de 2018, porém, o número foi revisado para 11,29% do PIB, um aumento de 0,15 ponto percentual.
O aumento da projeção de déficit no INSS para 2060 foi menor em proporção ao PIB do que em valores absolutos. O motivo é que o governo elevou também sua estimativa para o PIB em 2060. A comparação do rombo fiscal pelo PIB é considerada mais adequada por especialistas quando se considera um período longo de tempo.
No ano passado, no projeto da LDO de 2017, o governo estimava que o PIB somaria R$ 80,35 trilhões em 2060. No documento divulgado nesta segunda, o governo projetou que o PIB somará R$ 92,36 bilhões naquele ano.
A proposta inicial do governo para a reforma da Previdência, com idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, abrangendo trabalhadores públicos e do setor privado, proporcionaria estabilidade dos gastos do INSS em cerca de 8% do PIB, segundo a equipe econômica do governo.  (O SUL)

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