segunda-feira, abril 10, 2017

Presença menor em eleição interna expõe crise e preocupa a cúpula do PT

Foto: Folhapress
A crise interna do PT foi expressa em números neste domingo (09), data da primeira etapa para a eleição do novo comando do partido. Segundo estimativa preliminar da cúpula do PT, cerca de 200 mil militantes participaram da escolha de seus dirigentes e delegados municipais.
Esse total representa menos da metade do número de votantes do PED (Processo Eleitoral Direto) de 2013, quando, pouco antes da explosão da Operação Lava-Jato, o quorum foi de 420 mil. Na capital paulista, por exemplo, foram 14,3 mil eleitores neste domingo, uma redução de um terço em relação aos mais de 21 mil votantes de 2013. Em Belo Horizonte, foram 1.092 eleitores. Nos anos anteriores, a presença superou 4.500 votantes.
Uma das justificativas apontadas pelo partido é que em 2013, para a escolha da atual direção, houve uma eleição geral. Em 2017, o processo foi desmembrado, o que pode ter influenciado na redução de eleitores. Essa etapa da eleição define os diretórios municipais, os presidentes municipais e os delegados estaduais em todo o País.
Em maio, os delegados estaduais recém-eleitos escolherão diretórios e presidentes estaduais. Eles também elegerão os delegados do congresso de junho, quando será eleito o novo comando nacional do PT. A futura direção é a que comandará o partido nas eleições presidenciais de 2018. O mandato será de dois anos.
Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva votou no candidato da sua corrente, a CNB (Construindo um Novo Brasil), na sede do PT em São Bernardo do Campo (SP). Irmão do ex-ministro Luiz Marinho, Brás Marinho concorreu à presidência do partido no município.
O ex-presidente não quis dar declarações, afirmando que essa seria uma tarefa de Luiz Marinho. O ex-ministro comentou a declaração de Dilma Rousseff em Harvard, no sábado (08), que se disse preocupada com uma eventual prisão de Lula. “Não tem que perder tempo com isso. Deixe para os advogados”, disse Marinho, afirmando que “não há como prender Lula, não há como condenar o Lula”.
O PT tem 1,58 milhão de filiados. Para ter direito a voto, eles teriam que pagar sua contribuição partidária até o dia 20 de março. Do contrário, não poderiam votar. Candidato à presidência do PT, o senador Lindbergh Farias (RJ) foi um dos que não puderam votar.
Ele diz ter pago sua contribuição no dia 28, porque não tinha sido avisado dos prazos para participação do PED. “Ninguém me avisou. Espero que não tenha sido feito de propósito por essa burocracia partidária. Espero que não seja mais um jogo sujo”, queixou-se. (O SUL)

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