• Torcedores do Criciúma provocam Chapecoense: 'ão, ão, ão, abastece o avião'

    Torcedores de Criciúma e Chapecoense trocaram provocações nas arquibancadas do Estádio Heriberto Hülse após o jogo deste domingo entre as duas equipes. A repercussão, porém, não foi das melhores nas redes sociais.
    Jogando pela nona rodada do segundo turno do Campeonato Catarinense, o Criciúma venceu a Chapecoense por 1 a 0, graças ao gol de Adalgiso Pitbull aos 36 min do primeiro tempo. Os visitantes, porém, apenas cumpriam tabela, já que haviam conquistado por antecipação o título do turno – e, consequentemente, a vaga para as finais do Catarinense 2017.
    Após o resultado, a torcida da Chapecoense comemorou com gritos de "ão, ão, ão, segunda divisão", em referência à presença do Criciúma na Série B do Campeonato Brasileiro. A torcida do time da casa então devolveu: "ão, ão, ão, abastece o avião".
    Desta vez, a música fazia referência clara ao desastre aéreo com a delegação da Chapecoense na madrugada de 29 de novembro. Na ocasião, o time viajava para a Colômbia para a disputa das finais da Copa Sul-Americana 2016 contra o Atlético Nacional; no entanto, o avião do time sofreu uma pane seca e caiu nos arredores de Medellín (Colômbia), matando 71 pessoas.
    RETROSPECTO
    A polêmica deste domingo não foi a primeira protagonizada por torcedores do Criciúma em referência à tragédia da Chapecoense. Em 28 de janeiro, o torcedor Joelmir Alamini tentou acompanhar o jogo Criciúma x Avaí, válido pela primeira rodada do primeiro turno do Catarinense, com uma camiseta especial: embora originalmente tricolor, trazia detalhes em verde e várias referências às vítimas do desastre aéreo.
    No entanto, na companhia do filho, Joelmir foi proibido por torcedores organizados de entrar no Estádio Heriberto Hülse, e só conseguiram passar pelos portões após comprar outras camisetas na loja oficial do clube. "Pensei que, com a camisa customizada do nosso Criciúma com o símbolo da Chapecoense, poderia representar nosso torcedor tricolor solidário. Peço desculpas às pessoas que sentiram incomodadas com a minha camisa e do meu filho", descreveu, na ocasião, em seu Facebook.
    O Criciúma acabou derrotado em casa pelo Avaí por 1 a 0. Após o jogo, o goleiro Luiz, do Criciúma, deu de presente camisas a Joelmir e a seu filho.
    Em Portugal, a tragédia da Chapecoense também serviu de provocação no handebol. Durante jogo entre Porto e Benfica no começo de abril, parte da torcida portista cantava: 'Quem me dera se o avião da Chapecoense fosse do Benfica'. O próprio Porto repudiou a atitude, assim como a Chapecoense. (Uol)
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