quinta-feira, maio 18, 2017

China faz alerta sobre novo vírus 'ransonware'

A China alertou os usuários do Windows sobre um novo vírus "ransomware" similar ao WannaCry que afetou centenas de milhares de computadores no mundo. O vírus, chamado UIWIX, criptografa e muda o nome dos documentos aproveitando uma falha no sistema operacional Windows, explicou o Centro Nacional de Resposta de Emergência aos Vírus de Informática, que pede aos usuários que instalem a última atualização disponível.
Apesar de nenhuma infecção ter sido registrada na China, o vírus se propagou em outros países e provocou um alerta na semana passada da empresa dinamarquesa de segurança virtual Heimdal Security. "O 'ransomware' UIWIX sucede o WannaCry, mas sem um botão de desligar, e com as mesmas capacidades de autorreprodução que permitem a propagação rápida", advertiu a Heimdal.
A ausência do 'kill-switch' ('botão de desligar') para frear a propagação do vírus significa que o UIWIX pode ser ainda mais potente que o WannaCry, de acordo com a empresa. Mas outros analistas consideram que o UIWIX se propaga de modo mais lento que o WannaCry.
Outro vírus, chamado Adylkuzz, foi descoberto esta semana, segundo a empresa de cibersegurança Proofpoint, para a qual o ataque seria muito maior que o do WannaCry. Centenas de milhares de ciomputadores e quase 30 mil instituições foram afetadas na China pelo WannaCry, de acordo com o Qihoo 360, um dos principais provedores de programas
antivírus na China.
De acordo com Sarah Larson, especialista australiana em segurança virtual, a China é particularmente vulnerável porque a maioria dos internautas utiliza programas falsificados. "O governo chinês fez pouco até agora para estimular o uso de programas não pirateados", declarou.
O fato de Pequim ter anunciado que o vírus UIWIX foi descoberto no exterior, no entanto, pode ser útil aos interesses do regime chinês, afirmou Severine Arsène, pesquisador do Centro Francês de Estudos sobre a China contemporânea.
"A China afirma há muito tempo que é vítima de ataques virtuais. A imprensa internacional apresenta, porém, o país como fonte dos ciberataques", disse.

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