quarta-feira, maio 24, 2017

Empresa de Carazinho é acusada de aplicar golpes em clientes pelo Brasil

Uma fábrica de gelo de Carazinho, a gelo Harbord, foi alvo de uma matéria da Rádio Bandeirantes onde vários clientes de todas as regiões do país estão convencidos de terem caído em um golpe.
De acordo com a reportagem, a empresa oferecia condições vantajosas para a aquisição de máquinas para produção de gelo. Em seguida, a empresa fazia a entrega em partes, com peças inutilizáveis, velhas ou em falta.  Após os clientes perceberem que não estavam recebendo o que foi negociado, deixavam de pagar. Com isso, a empresa protestava os valores pendentes, deixando os compradores com o nome comprometido em órgãos de proteção ao crédito.
Ainda, a reportagem reúne vários depoimentos de clientes. Um deles é do estado do Pará.  ''Jackson Yamaga pediu uma máquina que fabricasse seis toneladas de gelo por dia. O valor do negócio: R$ 90 mil. Segundo Jackson, a empresa ficava apenas na promessa de entrega. ''Paguei uma parcela maior para que me enviassem a máquina. Aí me mandaram uma pequena primeira parte'', destaca. ''Fomos discutindo até que me pediram mais R$ 25 mil para enviarem o restante. Paguei, mas só veio sucata''.
 Conforme o cliente, percebendo que estava pagando por algo que, além de não funcionar, não era a máquina negociada, parou de pagar. A Harbord protestou o que ainda faltava ser pago. ''As minhas contas foram todas bloqueadas por causa deles. Entraram com um processo contra mim, pegaram parte do dinheiro da minha conta, que está em juízo'', explica.
 A reportagem que foi ao ar nesta terça-feira (23) na Rádio Band reúne vários depoimentos de clientes de diversos estados do país, que, inclusive, estiveram no município de Carazinho para cobrar explicações da empresa.
O cliente Sandro Luiz Ferrari de Mirante da Serra, Rondônia, foi um dos que conversou com a reportagem e entrou na justiça contra a empresa, pedindo indenização por danos morais, fixada em R$ 15 mil. A Harbord ainda pode recorrer da decisão.
A empresa foi procurada pela nossa equipe de reportagem para dar sua versão dos fatos. No local, na rua Humberto Campos, número 50, estava um funcionário que repassou o contato do proprietário, que está na capital gaúcha reunido com seus advogados. Rafael Pereira, atendeu a Rádio Gazeta  pelo wattsApp, e se manifestou da seguinte forma:
'' Inicialmente a empresa Harbord agradece a oportunidade, visando os esclarecimentos dos fatos trazidos na reportagem. No caso, há o relato de quatro supostos clientes. Contudo, apenas Sandro Ferrari ingressou com ação judicial visando a rescisão do contrato e o ressarcimento dos supostos danos experimentados. Jackson e Carlos, por sua vez, são réus em processo de execução, justamente em razão do não pagamentos das parcelas vencidas. Até a presente data, inexiste ação judicial  de rescisão contratual e/ou indenização pelos supostos prejuízos alegados. Em relação a Marcelo, a empresa não pactuou nenhum contrato de compra e venda. Por fim, a empresa está tomando as medidas judiciais cabíveis''. (Mateus Leal/Portal da Gazeta)

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