quarta-feira, maio 10, 2017

Governo gaúcho quer se aproximar do Mercosul

FOTO:CLAITON DORNELLES 

Entre as metas do novo secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia está a construção de uma relação mais intensa com os países do Mercosul. Márcio Biolchi, empossado na semana passada, trocou de função com Fábio Branco, que, por sua vez, assumiu a titularidade da Casa Civil. Biolchi já havia comandado a pasta do Desenvolvimento em 2008, durante o governo Yeda Crusius. Jornal do Comércio - Por que ocorreu essa mudança de cargos com o secretário Fábio Branco? Márcio Biolchi - O governo tem um ciclo. E quando o governador (José Ivo Sartori) me convidou, preliminarmente, a gente tinha combinado que seria um ano na Casa Civil. Como muitas das medidas que tomamos estavam para ser implementadas, o governador pediu para que continuasse. Mas, no final do ano passado, eu entendia que já tinha percorrido, não todo, mas boa parte do ciclo. Porém o governador pediu que eu ficasse no secretariado. JC - Quais são suas principais metas à frente da pasta do Desenvolvimento? Biolchi - Espera-se uma situação econômica diferente a partir do próximo ano. Então esse é um momento de preparação, em que se trabalha o posicionamento do Estado frente aos outros. Haverá uma dificuldade muito grande de geração de emprego, renda e recolhimento de tributos se não tiver estabilidade econômica, fiscal, jurídica e política. O governo do Estado também tem trabalhado muito na agenda do Mercosul. JC - O que representa o Mercosul para o Rio Grande do Sul? Biolchi - Se essa concepção for fortalecida, se olharmos a relação Brasil, Uruguai, Paraguai e Argentina, o Rio Grande do Sul acaba tendo uma vantagem relevante. Já havia uma agenda sendo trabalhada, e vamos dar continuidade, porque a gente aposta que essa abertura de mercados tem condições políticas de ser fortalecida. JC - Como acontecerá a aproximação do Estado com os países do Mercosul? Biolchi - Também por missões, mas, primeiramente, através de uma agenda compartilhada com os outros atores dessa área. No mês passado, tivemos um encontro com representantes de governos regionais da Argentina e, provavelmente, teremos outro até meados de junho. Isso se dá através de uma agenda organizada entre a parte pública e privada. JC - O senhor pensa em alguma mudança no Fundopem? Biolchi - Hoje, é uma ferramenta adequada e, mais do que isso, é uma ferramenta democrática, pois tem um conselho que delibera sobre o benefício, o acesso é público, e é uma política estabelecida em lei. (Jornal do Comércio)

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