segunda-feira, maio 22, 2017

O Brasil é considerado o 6º país mais vulnerável a vírus que sequestra informações de computadores

Foto: Reprodução
Cerca de 250 empresas brasileiras foram afetadas pelo ataque global de hackers do último dia 12, que disseminou o vírus WannaCry para sequestrar informações de computadores de empresas e instituições em mais de uma centena de países. O número consta de levantamento da MalwareTech, que mostra o setor de telecomunicações como o mais afetado no país. O Brasil é considerado pela empresa de segurança Kaspersky o sexto país mais vulnerável a vírus do tipo ramsonware — que bloqueia os arquivos de um computador até o pagamento de um resgate — atrás de Rússia, Ucrânia, China, Índia e México.
No ano passado, o país teria sofrido 64,2 mil tentativas de invasão por dia, segundo dados da Symantec, patamar quase três vezes maior em relação ao ano anterior. A previsão é que o número aumente ainda mais neste ano. Do total de ataques, 80% foram tipos de vírus que surgiram no ano passado, destacou André Carraretto, estrategista em cibersegurança da Symantec. Com mais vírus por aqui, o Brasil também tem se tornado o ponto de origem de ataques à rede, como o que ocorreu semana passada. Se em 2015, o país representava 2% da origem dos ataques em todo o mundo, no ano passado, esse número subiu para 14%.
No Brasil, empresas têm atitude reativa
Para Carraretto, esse avanço é reflexo da falta de investimento. Segundo ele, à exceção dos bancos, o assunto não costuma ser discutido no âmbito do Conselho de Administração das companhias.
“No Brasil há uma postura reativa. As empresas precisam ter uma estratégia em segurança. Hoje, os setores mais expostos a vírus no país são varejo, agricultura e indústrias. As pequenas e médias são os principais alvos dos hackers”, destacou.
As estimativas de investimento de empresas brasileiras em segurança digital variam de US$ 200 milhões a US$ 1 bilhão por ano, mas analistas são unânimes em afirmar que as empresas deveriam destinar mais recursos para evitar dor de cabeça. A estimativa da Kaspersky é que as companhias invistam de 0,5% a 0,6% do orçamento da companhia em segurança da informação.  (O SUL)

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