segunda-feira, maio 08, 2017

Satélite brasileiro permitirá cobertura de internet em todo País, diz presidente da Telebras

Foto: Jody Amiet
O Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC), primeiro equipamento geoestacionário brasileiro de uso civil e militar, que foi lançado na última quinta-feira, no Centro Espacial de Kourou, na Guiana Francesa, representa um passo inédito na história do Brasil. De acordo com o presidente da Telebras, Antonio Loss, o equipamento permitirá cobertura de internet em todo o território nacional, "promovendo liberdade, igualdade e a democratização do sistema digital". A expectativa é de que em setembro deste ano o equipamento esteja em funcionamento.
O uso do satélite será civil e militar. De um lado, utilizando a banda Ka (civil), o equipamento possibilitará acesso à conexão em banda larga a todos os locais do país, sem exceções. De outro, a partir da banda X (militar), será possível tramitar informações que envolvem a área de defesa e governamental. O equipamento possui 5,8 toneladas, conta com 5 metros de altura e ficará posicionado a uma distância de 36 mil quilômetros da superfície da Terra, cobrindo todo o território brasileiro e o Oceano Atlântico. Ele tem capacidade de operação por até 18 anos. O investimento feito foi de R$ 2,7 bilhões.
Após o lançamento, feito a bordo de um foguete, o satélite passa pelas configurações finais para a entrada em operação. O processo de posicionamento orbital – a 36 mil quilômetros de altitude em relação à superfície da Terra – deve levar até dez dias. Depois disso, serão necessários mais 30 dias para que todos os subsistemas do equipamento sejam verificados, já na órbita final. Inicialmente, devem ser realizados dois meses de teste. A expectativa é de funcionamento pleno em quatro meses.
“Esse é um grande passo para o Brasil. Através desse satélite, a cobertura de internet estará em 100% do território brasileiro”, afirmou Loss. “O Brasil tem fronteiras a serem rompidas e, neste caso, só com um satélite poderemos levar a igualdade a todos”.
O equipamento foi desenvolvido pela empresa francesa Thales Alenia Space e envolve o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e o Ministério da Defesa. A Força Aérea Brasileira (FAB), responsável pelo desenvolvimento da área espacial do país, será a encarregada pela operação e monitoramento do satélite. Para isso, foi criada uma nova organização militar, o Centro de Operações Espaciais Principal (Cope-P), em Brasília, onde cerca de 100 profissionais irão se revezar em três turnos para dar suporte ao funcionamento do satélite. No local, foi instalada a antena responsável por esse contato, que tem 18 metros de altura, 13 metros de diâmetro e pesa 42 toneladas. (Correio do Povo)

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