quarta-feira, junho 07, 2017

Agência japonesa elogia Rio Grande do Sul, mas alerta sobre política instável no Brasil

Depois da palestra do governador no 8º Seminário Econômico do Brasil, em Hamamatsu, o chefe da divisão de pesquisa exterior da Jetro - organização que trabalha na área de fomento ao comércio exterior com os japoneses, Kojiro Takeshida -, teve a palavra. Ele salientou aos empresários que o Brasil passa por um momento de recuperação econômica e elogiou o avanço das reformas trabalhista e previdenciária. No entanto, pontuou que a instabilidade política persiste no país e que por isso há riscos.
“Não sei se ainda vai haver uma troca de governo, mas há uma melhoria no quadro de negócios. Não ficará pior do que está. Em termos de estrutura só está melhorando”, afirmou aos empresários. “Os riscos ainda estão grandes”, advertiu. “Mas a tendência é que comecem a reduzir.” Em sua palestra, Takeshida usou uma metáfora para auxiliá-lo na tentativa de resumir a situação: “O Brasil atravessa um mar com ondas ainda grandes, mas, dentre as economias emergentes, tem a segunda maior economia. É um navio muito grande, que não afundará.”
Para Takenashi, as empresas japonesas que pretendem ter negócios no Brasil precisam adaptar-se a altos e baixos da economia brasileira. “O Brasil não é um país que tem um 'verão continuado'”, disse ele, 'referindo-se ao período de expansão, no início da década. “Explicamos a estratégia de 'inverno'”, acrescentou ele, que ministrou a palestra usando de rico material didático – entregue aos participantes do evento.
Rio Grande do Sul mais preparado
Quanto ao Rio Grande do Sul, ele salientou que o Estado possui grandes empresas dentro do segmento de agroindústria e tecnologias. “Tudo isso já existe lá e as indústrias locais têm um grande potencial”, ressaltou. O diretor da Jetro vê o Rio Grande do Sul como uma área mais favorável e com potencial de investimento maior do que a média nacional. “Em níveis técnicos e de recursos humanos, o Rio Grande do Sul está muito bem. Também há muita variedade de setores. Então, o governo do Estado precisa mostrar sua potencialidade e variedade de setores privados”, sugeriu. “É um ponto positivo para atrair investimento do Japão.” (Correio do Povo)

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