terça-feira, junho 27, 2017

Carazinho terá regras para próximas edições de feiras e eventos como do food truck

Foto Arquivo Grupo Gazeta
O assunto foi tratado durante a sessão ordinária da câmara de vereadores desta segunda-feira (26). O proprietário de um trailer de lanches de Carazinho estava presente assistindo à sessão. Foi o presidente da câmara, Estevão De Loreno (PP), quem introduziu o assunto ao usar a tribuna, pois tinha sido procurado por comerciantes do setor de lanches que questionaram sobre a presença dos visitantes que se instalaram na Gare para o festival realizado no último fim de semana.
Tanto De Loreno quanto Daniel Weber (PP) informaram que o assunto já foi levado ao prefeito Milton Schmitz e secretários para que em outras oportunidades seja montado um evento que tenha espaço também para participantes de Carazinho.
''É preciso regras para esses eventos assim como para as feiras realizadas em Carazinho, para que tenham espaço também para quem é do mesmo ramo e é da cidade. Primeiro oferecer esses espaços para quem é de Carazinho, e depois para o pessoal que vem de fora. Assim vai fomentar o comércio local e respeitar a livre iniciativa, mas não deixar o nosso comércio de fora'' considerou Daniel.
A vereadora Janete Ross de Oliveira (PSB) concordou que regras sejam estabelecidas e comentou que os valores cobrados durante o evento do food truck  foram ''exorbitantes'' e por isso a sua realização deve ser repensada futuramente.
O comerciante que estava no plenário assistindo a sessão reclamou que a prefeitura deve ter cobrado em torno de R$ 1.200 para os visitantes que por sua vez, em contrapartida, teriam tido um faturamento superior a R$ 100 mil, ''dinheiro que deixa de circular na cidade''.

Senegaleses
Anselmo Britzke (Gauchinho), do PDT, levantou a seguinte questão: se a discussão em torno do food truck e das feiras que vem de fora não seria tocar no mesmo problema do comércio de ambulantes senegaleses. Disse que depois de levantar o assunto dias atrás e defender o comércio local foi bastante criticado, mas, pensa que, assim como agora, é preciso analisar os dois lados da moeda. ''Pergunto, não é a mesma coisa, não é o mesmo sistema? concordo com essa proposta de fazer com metade Carazinho e outra metade de fora. Isso tem que ser realmente discutido''. (Ana Maria Leal/Portal da Gazeta)

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