• Um incêndio florestal em Portugal mata ao menos 61 pessoas e deixa dezenas de feridos

    Foto: Reuters
    Um incêndio florestal de grandes proporções matou pelo menos 61 pessoas e deixou outras 62 feridas em Pedrógão Grande, na região de Leiria, no Centro de Portugal, segundo balanço oficial do governo divulgado na manhã deste domingo (18).  O incêndio já é considerado uma das maiores tragédias dos últimos 50 anos no país.
    Mais da metade das vítimas morreu carbonizada dentro de seus carros em uma estrada tomada pelo fogo. Autoridades já afastaram a hipótese de incêndio criminoso. “Tudo aponta muito claramente para que sejam causas naturais”, afirmou Almeida Rodrigues, diretor nacional da Polícia Judiciária do país europeu.
    São quatro frente de fogo ativas na região, que fica perto de Coimbra e entre as duas maiores cidades portuguesas: Lisboa e Porto. Lisboa, Santarém, Setúbal e Bragança estão sob aviso vermelho até às 21h, segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera. O resto do país está sob aviso laranja, exceto o distrito de Faro.
    O aviso vermelho indica situação meteorológica de risco extremo, enquanto o laranja, o segundo mais grave em uma escala de quatro, aponta para um risco entre moderado a elevado. O incêndio começou por volta das 15h de sábado (horário local). Quase 700 bombeiros e mais de 200 veículos trabalham no combate ao fogo, que ainda não foi controlado. Centenas de pessoas tiveram que deixar suas casas.
    O sábado foi de forte calor no país, com temperaturas que superaram os 40 graus em várias regiões. Após ter registrado poucos incêndios florestais em 2014 e 2015, Portugal foi duramente atingido no ano passado, com mais de 100 mil hectares de florestas devastadas pelas chamas em seu território.
    “Enfrentamos uma terrível tragédia”, afirmou o primeiro-ministro português, Antônio Costa. “Lamentavelmente, é sem dúvida a maior tragédia dos últimos anos em relação a incêndios florestais”, disse.
    O primeiro-ministro declarou que, no momento, “a prioridade é combater o incêndio que permanece e entender o que ocorreu”. Segundo o secretário de Estado de Administração Interna do Governo, João Gomes, “as chamas se propagaram de um jeito sem explicação”.
    O presidente português Marcelo Rebelo de Sousa viajou à região atingida para prestar suas condolências às famílias das vítimas e “compartilha sua dor, em nome de todos os portugueses”, segundo o governo. “Houve e há uma mobilização notável com os meios existentes e aqueles que estão para chegar. Uma coragem e determinação, capacidade de resistência perante elementos naturais, infelizmente únicos”, disse o mandatário.
    Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia, anunciou a ativação do Mecanismo Europeu de Protecção Civil. A Comissão Europeia afirmou que “a União Europeia está pronta para ajudar”.
    No Vaticano, o papa Francisco, que visitou Portugal no mês passado, mencionou as vítimas em seu discurso semanal: “Estou perto do povo querido de Portugal, atingido por um fogo devastador que está furioso nas florestas em torno de Pedrogão Grande, causando muitos Vítimas e ferimentos. Rezemos em silêncio”. (O SUL)
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