quinta-feira, julho 27, 2017

Após registrar queda em maio, juro do cartão de crédito rotativo volta a subir em junho para 378% ao ano

Foto: Betina Carcuchinski
Após cair em maio, a taxa média de juros do cartão de crédito rotativo para pessoas físicas voltou a registrar aumento em junho deste ano, quando somou 378,3% ao ano, segundo números divulgados pelo BC (Banco Central) nesta quinta-feira (27). No mês anterior, o juro do cartão rotativo estava em 377,9% ao ano.
Junho foi o terceiro mês de vigência das novas regras do cartão de crédito, pelas quais o rotativo só pode ser usado até o vencimento da fatura seguinte. Se na data do vencimento o cliente não tiver feito o pagamento total do valor da fatura, o restante terá que ser parcelado ou quitado.
Já os juros médios cobrados pelos bancos nas operações com cheque especial registraram pequena queda, passando de 325,1% ao ano, em maio, para 322,6% ao ano, em junho.
A modalidade de crédito do cartão rotativo, e também do cheque especial, de acordo com especialistas, só deve ser utilizada em momentos de emergência e por um prazo curto de tempo – devido ao seu alto custo.
No caso do cartão de crédito, a recomendação dos economistas é que os clientes bancários paguem toda a fatura no vencimento para não deixar saldo devedor e evitar pagar juros.
Juro bancário médio em queda
A taxa média de juros das operações de crédito das instituições financeiras, com recursos livres (sem contar BNDES, crédito rural e imobiliário) recuou 1,2 ponto percentual em junho nas operações com pessoas físicas, para 63,3% ao ano, segundo dados divulgados pelo Banco Central. Esse foi o quarto mês seguido de redução.
Também recuou, em junho, a taxa média de todas as operações (pessoas físicas e jurídicas), para 46,1% ao ano, contra 47,3% ao ano em maio. No caso dos empréstimos para as empresas, também com recursos livres, a taxa somou 24,8% ao ano em junho, com queda de 1,3 ponto percentual na comparação com o mês anterior (26,1% ao ano).
A queda dos juros bancários acontece em momento de recuo da Selic, a taxa básica de juros da economia, fixada pelo Banco Central, que influencia a chamada “taxa de captação” dos bancos, ou seja, quanto eles pagam pelos recursos.
Em sua última reunião, realizada nesta quarta-feira (26), Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central reduziu a taxa Selic de 10,25% para 9,25% ao ano. Foi o sétimo corte seguido nos juros básicos da economia.
“Spread” bancário
O chamado “spread bancário” – ou seja, a diferença entre o que os bancos pagam pelos recursos e o que cobram de seus clientes – recuou em junho para 36,5 pontos percentuais, contra 37,7 pontos percentuais em maio.
No caso das operações com pessoas físicas, o “spread” caiu de 54,7 pontos percentuais em maio para 53,5 pontos percentuais em junho deste ano. Esse índice ainda é elevado quando comparado à média praticada pelos bancos em outros países.
O “spread” é composto pelo lucro dos bancos, pela taxa de inadimplência, por custos administrativos, pelos depósitos compulsórios (que são mantidos no Banco Central) e pelos tributos cobrados pelo governo federal, entre outros.
Taxa de inadimplência
Dados do Banco Central mostram que a taxa de inadimplência recuou em junho deste ano. No mês passado, a taxa de inadimplência das pessoas físicas, nas operações com recursos livres (exclui crédito imobiliário, rural e do BNDES), caiu para 5,8%, contra 5,9% no mês anterior.
Considerando a inadimplência com recursos livres para pessoas físicas e jurídicas, também houve recuo no mês passado, de 5,9% (teto de série histórica) para 5,6%. No caso das operações com empresas, a taxa de inadimplência caiu de 6% em maio para 5,3% em junho. (O SUL)

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