terça-feira, agosto 15, 2017

Bancos prometem liberar crédito para comprar carro em 15 minutos

Foto: Divulgação
O setor automotivo começa a se recuperar, e os bancos desenvolvem alternativas para atrair clientes com bom perfil e que precisem de crédito para trocar de carro. As estratégias incluem análises mais amplas e tentam reduzir burocracias.
“Já fomos líderes em financiamento de automóveis, mas também tivemos o índice mais alto de inadimplência, e hoje procuramos um crescimento saudável”, diz o diretor do Itaú Unibanco Rodnei Bernardino. A instituição financeira desenvolve novas ferramentas para lojistas, que podem executar todas as etapas da venda por meio de um aplicativo.
De acordo com Bernardino, todo o processo de compra, da aprovação do crédito ao faturamento do carro, pode ser concluído em 15 minutos. O processo tradicional exige o preenchimento de fichas cadastrais com cerca de 70 perguntas. A agilidade busca fazer o vendedor se interessar mais pelas linhas de crédito oferecidas pelo Itaú, em um mercado que vive um momento de concorrência feroz.
De acordo com dados da empresa B3, foram financiados 2,4 milhões de veículos no primeiro semestre, entre novos e usados, alta de 6,8% na comparação com o mesmo período de 2016. “Esperávamos uma retomada, mas está vindo acima do imaginado. Até achamos que não viria, mas veio”, afirma Bernardino.
Líder no segmento de crédito para compra de veículos, o Santander lançou uma modalidade de financiamento feita diretamente entre consumidores, sem a intervenção de uma loja. Caso o comprador atenda às exigências cadastrais de aprovação, é feita uma vistoria do veículo e acertada a forma de parcelamento. O valor é depositado na conta-corrente do proprietário.
Novo discurso
O discurso de hoje é bem diferente do usado na transição entre os anos de vendas em alta para o período de retração do mercado automotivo, entre 2014 e 2016. A inadimplência crescia, fazendo os bancos aumentarem as exigências para aprovar linhas de crédito, enquanto as vendas caíam bruscamente.
Na recuperação atual, o que os bancos desejam é atrair os clientes que retardaram a troca do carro com medo da crise, mas hoje possuem veículos fora da garantia e se sentem atraídos pelas novidades do mercado. Os ciclos de renovação de produtos, que já estavam definidos pelas montadoras antes da crise, foram mantidos.
Juros
Os juros para financiamento de automóveis atingiram o menor patamar em dois anos, segundo a Anefac. Em julho, a taxa média do CDC (Crédito Direto ao Consumidor) foi de 2,15% ao mês (29,08% ao ano).
O patamar é o mais baixo desde agosto de 2015, quando a taxa foi de 2,14% ao mês (28,93% ao ano). Na comparação com o mês de junho, quando os juros do CDC eram de 2,17% ao mês, a redução foi de 0,92%. O CDC tem as taxas mais baixas entre todas as modalidades de crédito para pessoas físicas. (O SUL)

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