sexta-feira, agosto 04, 2017

Quase 8% das famílias carazinhenses recebem Bolsa Família

Foto Reprodução Internet
No município de Carazinho, segundo os dados do Ministério de Desenvolvimento Social, há 1.815 famílias beneficiárias do Bolsa Família. Elas equivalem aproximadamente a 7,87% da população total do município, e inclui 135 famílias que, sem o programa, estariam em condição de extrema pobreza.
São consideradas famílias extremamente pobres aquelas com renda mensal de até R$ 85,00 por pessoa. No mês de julho de 2017 foram transferidos pelo Bolsa Família na cidade o  valor de R$ 231,177. Considerando o volume total pago e a quantidade de famílias  beneficiárias o valor médio repassado foi de R$ 127,37 por família. Durante os seis  primeiros meses do ano, o Programa já injetou em Carazinho o montante de R$ 1.723 milhão.
Conforme estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), fundação pública federal vinculada ao Ministério do Planejamento, a cada R$ 1,00 transferido às famílias do programa, o Produto Interno Bruto (PIB) municipal tem um acréscimo de R$ 1,78. A cobertura do programa é de 79,85% em relação à estimativa de famílias pobres no município. Essa estimativa é calculada com base nos dados mais atuais do Censo Demográfico, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Segundo o Portal do Ministério do Desenvolvimento Social, o município está abaixo da meta de atendimento do Programa. Por isso, o foco da gestão municipal deve ser na realização de ações de “busca ativa” para localizar famílias que estão no perfil do programa e ainda não foram cadastradas. Para manter-se no Programa, além das atualizações periódicas de seus cadastro, cabe as famílias  beneficiarias,  e ao município, obrigações  de  oferta e comparecimento em serviços das áreas de Educação, Saúde e outros que são  fatores condicionantes ao Programa. 
Perfil Educação
Total de crianças e jovens de 6 a 17 anos do PBF no município: 2.400 crianças/jovens
Crianças e jovens de 6 a 17 anos acompanhados: 2.280 crianças/jovens
Taxa de Acompanhamento de Frequência Escolar (TAFE): 95,00%
Média nacional TAFE:  92,57%
Total de famílias com perfil saúde no município: 1.905 famílias
Famílias acompanhadas: 1.618 famílias
Taxa de Acompanhamento de Agenda de Saúde (TAAS): 84,93%
Média nacional TAAS: 78,25%


Famílias que deixaram de receber o benefício
No município de Carazinho, entre os meses de janeiro e julho deste ano 194 famílias deixaram de receber o Bolsa Família na cidade, contrariando o ritmo de crescimento de  beneficiários do Programa no país. “No município não houve acréscimo no número de famílias beneficiárias. Embora nota-se que temos famílias que não tem trabalho formal muitas tem tido  renda informalmente e, portanto, não tem a necessidade ou critérios para receber o Bolsa Família. Mesmo assim pretendemos fazer trabalhos de divulgação sobre os  programas”, comenta a gestora do Cadastro Único e do Bolsa Família na cidade, Elenice dos Santos. Ela conta que está sendo providenciada a confecção de folders explicativos de modo que de uma forma  didática se indique as diferenças e finalidades tanto do Bolsa Família quanto do Cadastro Único.
Outra preocupação que o setor tem é em relação a atualização de dados dos beneficiários. Elenice conta que neste ano uma portaria do Ministério  do Desenvolvimento Social e INSS   fez com que fosse exigido dos beneficiários dos Benefícios de Prestação Continuada – BPC, também conhecido popularmente por aposentadoria social, que é necessário a inclusão destes no Cadastro Único. Hoje Carazinho tem 294 pessoas que recebem o BPC e que precisam serem inseridos no Cadastro Único ou do contrário poderão ter o recebimento suspenso. “O Cadastro Único é plataforma que o governo usa para os programas sociais, embora o Bolsa Família seja o mais conhecido, para acessar qualquer programa social é preciso estar no Cadastro Único e atualização dos dados deste é importante pois é uma ferramenta de gestão do Governo. Com isto se tem uma ideia sobre o perfil das famílias, a eficácia do programa, o que precisa ser  melhorado ou  até se for  o caso se criar  novos  programas”, diz Elenice. (Diário AM)

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