• Remédios contra o Alzheimer e a Aids entram na lista essencial do SUS

    Foto: Reprodução
    Novos remédios para o tratamento contra o vírus HIV (responsável pela Aids), mal de Alzheimer e doenças transmissíveis como a sífilis e a gonorreia foram incluídos na lista dos medicamentos essenciais disponíveis no SUS (Sistema Único de Saúde). A Rename (Relação Nacional de Medicamentos Essenciais) deste ano conta com 869 itens, 27 a mais que os 842 da lista de 2014.
    Para pacientes que passam por tratamento contra a infecção pelo HIV, o SUS vai oferecer o dolutegravir, um antirretroviral considerado mais eficaz e com menos efeitos colaterais, de acordo com a Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias) do SUS.
    Esse remédio também é recomendado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) em sua lista essencial e já era usado em quem não tolerava efeitos colaterais de drogas como o efavirenz, que pode piorar sintomas de pacientes psiquiátricos.

    As drogas fosamprenavir e didanosina foram excluídas da lista para substituição por opções “com melhor perfil de eficácia, segurança e comodidade posológica”, de acordo com o Ministério da Saúde.
    Também foi incorporada a rivastigmina adesivo transdérmico. Trata-se de uma opção para o tratamento de pacientes com demência leve e moderadamente grave do Alzheimer. A substância chegou a ser submetida a uma consulta pública no ano passado. De acordo com a pasta da Saúde, a versão tem potencial para aumentar a adesão ao tratamento farmacológico para a doença. A Conitec diz que a apresentação em forma de adesivo “diminui os desconfortos gastrointestinais provocados pelo medicamento”.
    Também foi acrescentada a ceftriaxona para tratamento de sífilis e gonorreia resistentes ao antibiótico ciprofloxacina. A Rename traz, ainda, a informação de que o Ministério passará a adquirir os medicamentos para toxoplasmose, doença infecciosa A toxoplasmose é uma doença infecciosa causada por parasita e que pode ser transmitida pelas fezes dos gatos. Atualmente, os medicamentos pirimetamina, sulfadiazina e espiramicina são ofertados pelos municípios para esses casos.
    A Rename foi instituída pela Política Nacional de Medicamentos em 1998 é uma das estratégias empregadas pelo governo federal para garantir a incorporação segura de novas terapias ao SUS.
    Atrofia muscular espinhal
    Também nesta segunda-feira, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) concedeu o registro do medicamento Spinraza, que trata pacientes com AME (atrofia muscular espinhal), uma doença rara e degenerativa que ataca o sistema nervoso.
    A medida já havia sido anunciada no final da semana passada. No Brasil, o remédio só poderá ser comercializado como solução injetável. O remédio é produzido pelas empresas Vetter Pharma – Fertigung GmbH & Co. KG, da Alemanha, e Patheon Itália S.PA, da Itália. O registro brasileiro, por sua vez, é assinado pela empresa Biogen Brasil Produtos Farmacêuticos. (O SUL)
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