sexta-feira, agosto 11, 2017

Uruguaiana está entre os cinco piores Municípios em 2016

A condição financeira dos municípios do Rio Grande do Sul — onde 78,2% das prefeituras enfrentam situação “difícil” ou “crítica” — piorou outra vez e se refletiu na capacidade de investimento das administrações. A conclusão é de estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), que divulgou ontem a quinta edição do Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF).
Criado para avaliar o cuidado com os recursos públicos no Brasil a partir de dados da Secretaria do Tesouro Nacional, o IFGF é composto por cinco indicadores: receita própria, gastos com pessoal, investimentos, custo da dívida e liquidez (restos a pagar).
Com base em números de 2016, o levantamento examinou o desempenho de 4,5 mil administrações no país, sendo 485 delas no Estado (99% da população). Na edição anterior, 77,8% das avaliadas haviam recebido conceitos C e D. Dessa vez, além do percentual ter aumentado, somente uma prefeitura recebeu nota A: a de São José do Hortêncio, no Vale do Caí.
Uruguaiana ficou entre os cinco piores desempenhos do Estado em 2016.
PRINCIPAIS RESULTADOS
NO BRASILÍndice geral: 0,4655
O melhorGavião Peixoto (SP): 0,9053
O piorRiachão do Bacamarte (PB): 0,0858
DESTAQUES– 85,9% dos municípios brasileiros fecharam 2016 em situação difícil ou crítica, sendo que apenas 13 prefeituras atingiram excelência na gestão (em 2015 foram 23).
– 15,7% terminaram o ano sem deixar reservas em caixa para a cobertura de restos a pagar, isto é, despesas postergadas.
– Apenas 6,8% do orçamento das cidades foi destinado a investimentos, o menor percentual desde 2006.
NO RIO GRANDE DO SULÍndice geral: 0,5251
OS CINCO MELHORESSão José do Hortêncio: 0,8058
Forquetinha: 0,7714
Gramado: 0,7671
Riozinho: 0,7563
Santa Clara do Sul: 0,7505
OS CINCO PIORESSão Pedro das Missões: 0,1154
Mostardas: 0,1989
Uruguaiana: 0,2342
Pinheiro Machado: 0,2389
Cerro Branco: 0,2459
O que mais chamou a atenção– O número de prefeituras em situação difícil ou crítica atingiu mais de três quartos do total do Estado (78,2%).
– Apenas uma cidade conquistou excelência na gestão (conceito A), mas o percentual de prefeituras bem avaliadas (21,9%) foi maior do que no âmbito nacional (14,1%).
– Entre os 10 primeiros do ranking gaúcho, todos figuraram entre os 100 melhores índices do país.
– 279 municípios (57%) ficaram com conceito D em investimento. Ou seja: investiram menos de 8% receita. 
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