sexta-feira, setembro 01, 2017

Mais leite e preço mais baixo ao produtor em debate na Expointer



A Expointer foi palco para apresentação das políticas públicas que o Estado vem desenvolvendo para o crescimento do setor lácteo. O evento ocorreu nesta quinta-feira (31), na sede da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul (Apil). A coordenadora da assessoria técnica da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sdect), Maria Paula Merlotti, falou dos projetos da pasta e destacou a importância do diálogo direto com o setor privado. “A secretaria precisa das informações do dia a dia do produtor para que possamos aprimorar nossos programas e, assim, fomentar cada vez mais a produção e a competitividade”, afirmou. 

De acordo com o presidente da Apil, Wlademir Dall’Bosco, em 2016, as pequenas empresas de laticínios do Rio Grande do Sul investiram R$ 37,7 milhões no setor. O valor é 15% maior do que o montante do ano anterior, de R$ 37,9 milhões. Para incentivar cada vez mais o mercado, a Sdect mostrou aos produtores alguns de seus programas, como o Fundo Operação Empresa do Estado do Rio Grande do Sul (Fundopem). “É um apoio financeiro que basicamente prorroga o pagamento do ICMS para empresas que queiram investir nas suas atividades produtivas, como maquinários, por exemplo. Entre 2013 e 2017, a iniciativa contemplou 27 projetos”, explicou. 

A secretaria também coloca à disposição, por meio do programa Exporta RS, uma consultoria totalmente sem custo para empresas que desejam explorar novos mercados. “Uma equipe técnica produz e disponibiliza um material de apoio personalizado, com um panorama do mercado externo para quem quer expandir seus negócios”, contou. 

Na mesma linha, o programa Sala do Investidor possibilita que o empresário tire dúvidas técnicas sobre burocracias na hora de abrir um negócio ou investir em um setor específico. “É feita uma reunião com os órgãos responsáveis para esclarecer e dar uma orientação para aquele empresário. A iniciativa evita, principalmente, o retrabalho e os ruídos de comunicação entre cada instituição”, disse. Ao todo, a secretaria conta com mais de dez programas e projetos voltados aos pequenos e médios empresários. 

PRODUÇÃO AUMENTA E PREÇO CAI 

As 45 empresas que fazem parte da Associação das Pequenas Indústrias de Laticínios do Rio Grande do Sul são responsáveis por cerca de 70% do queijo e 18% do processamento de leite produzidos no estado. Apesar da queda nos preços dos produtos, o presidente da ApiL avalia o primeiro semestre deste ano como positivo para o setor. “A produção de leite cresceu cerca de 4% em relação ao mesmo período do ano passado e fez com que os preços caíssem muito, principalmente do queijo mussarela, leite em pó e UHT. O setor esperava por isso, mas não na velocidade que está”, analisou. 

Em 2016, as pequenas indústrias produziram 730 milhões de litros de leite in natura, uma alta em relação a 2015, quando o volume foi de 637 milhões de litros. A expectativa é que em 2018 o número avance para 837,65 milhões de litros. A entidade também projeta que até o próximo ano R$ 130 milhões devem ser injetados no setor. De acordo com o presidente, o segmento vem investindo, em média, R$ 32,5 milhões por ano desde 2015. (Gov/RS)

0 comentários: