• PT formalizou o seu apoio à candidatura de Lula à Presidência da República

    “Absolutamente convencido” de que Lula é o “plano A do povo brasileiro” e único nome com “condições de ganhar a eleição”, o PT trabalhará para evitar a fratura no campo de centro-esquerda – e o caminho é “dialogar com companheiros” que ventilam candidaturas paralelas, como PSOL (Guilherme Boulos), PCdoB (Manuela D’ávila) e PDT (Ciro Gomes). Movimentos como a Frente Brasil Popular e Povo Sem Medo também serão procurados.
    “É muito mais fácil convencê-los disso do que de qualquer outra coisa”, declarou Alexandre Padilha, vice-presidente do partido, em reunião do Diretório Nacional da legenda no sábado, em um hotel na região central paulistana.
    No encontro, a sigla aprovou uma resolução para apoiar a candidatura do ex-presidente independentemente do resultado de 24 de janeiro, dia do julgamento do recurso apresentado por Lula no caso do tríplex do Guarujá (SP).
    “Chegamos ao ano eleitoral de 2018 com a candidatura do presidente Lula consolidada de tal forma que não pertence mais ao PT; pertence ao povo brasileiro. Cabe a nós defender a candidatura contra os ataques sistemáticos dos golpistas, que vão usar todos os meios para tentar impedir que o povo manifeste sua vontade nas eleições”, diz a resolução.
    “A inédita celeridade com que o Tribunal Regional Federal da 4a Região [TRF-4 , com sede em Porto Alegre] marcou o julgamento é mais um casuísmo imposto ao Presidente Lula por setores do sistema judicial. Se ousarem condenar Lula, estarão comprovando a natureza política de todo o processo”, apontou a resolução.
    Da CUT ao MTST de Boulos, vários grupos de esquerda combinam um acampamento em frente ao tribunal, num desagravo ao réu.
    O ex-presidente Lula passou pelo hotel onde a cúpula petista se encontrou, e por lá participou de reuniões paralelas para discutir políticas para alianças regionais. Segundo Padilha, elas serão analisadas “caso a caso“ e submetidas à “lógica nacional“.
    Na prática, significa dizer que, “para eleger a maior bancada possível [no Congresso], o PT pode se aliar a legendas hoje êmulas no campo federal, como o PMDB de Michel Temer, a quem petistas chamam de “golpista“. “Mas as dinâmicas regionais têm que ser devidamente acompanhadas pela Executiva [da sigla], fazendo a esperança vencer o ódio.“
    Alas mais à esquerda do partido defenderam restringir as alianças àqueles que não foram favoráveis ao impeachment de Dilma Rousseff. Mas a cúpula decidiu não fechar questão, ao menos por ora.
    Por apoio a Lula, o PT pode se unir a algozes que selaram a destituição de Dilma. O partido abriria mão de lançar candidatos a governador em até 16 Estados em 2018 para apoiar nomes de outras legendas.
    Em troca, os petistas querem espaço em palanques regionais fortes para sua chapa presidencial.
    Há dúvidas, em outros partidos de centro-esquerda e nos bastidores de setores petistas, de que Lula consiga concorrer, já que seu futuro político depende de uma decisão a ser tomada pelo TRF-4, no dia 24 de janeiro.
    É quando os desembargadores da corte porto-alegrense votarão os recursos que a defesa do petista apresentou para recorrer da condenação de Lula a nove anos e meio de prisão na Operação Lava-Jato. Há vários quadros possíveis, da absolvição a uma campanha em 2018 com liminares e novos recursos. (Osul)
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