segunda-feira, janeiro 29, 2018

Marina Silva defende que PT, PSDB, PMDB, DEM tirem quatro anos de folga



Em entrevista neste sábado ao programa "Café com Política", da Rádio Super Notícia FM, de Belo Horizonte, a pré-candidata à presidência da República Marina Silva (Rede) defendeu que o PT, PSDBPMDB e DEM não participem das próximas eleições e tirem "quatro anos sabáticos".

O PT, PSDB, PMDB, DEM, eles precisam de uns quatro anos sabáticos, se reencontrar com as bases e reler seus programas. Foram partidos que deram uma grande contribuição para a sociedade, mas eles se perderam. Se perderam no projeto de poder pelo poder, no projeto da eleição pela eleição. Deixaram de discutir os rumos da nação. E agora, a sociedade brasileira deve fazer um grande favor para eles: dar um sabático de quatro anos para que o país possa, em novas bases, dar um passo à frente - afirmou Marina à rádio.


Marina disse ainda que o PT e o PSDB estariam unidos para acabar com a Operação Lava-Jato:
— PT e PSDB, que nunca estão unidos, se uniram nesse propósito. Tanto que juntos apresentaram a lei do abuso de autoridade, para tentar intimidar a Justiça, o Ministério Público e a Polícia Federal. Tentaram apresentar o projeto de lei para anistiar o caixa dois, e se mantêm firmes na defesa do foro privilegiado, o que é uma afronta ao povo brasileiro — declarou a ex-senadora.
A pré-candidata comentou também o julgamento do ex-presidente Lula, ocorrido na última quarta-feira, que resultou em sua condenação em 2ª instância. Para ela, o país vive um momento delicado de sua história, mas as instituições devem ser respeitadas:

— É um momento delicado da história política do nosso país. É a primeira vez que um ex-presidente da República é condenado. Nós temos uma situação que exige das lideranças políticas e da sociedade uma atitude de respeito às instituições, compreendendo que seja assegurado o amplo direito de defesa. O que está sustentando essa situação de crise é que as instituições estão funcionando - defendeu.
Marina argumentou ainda que este seria o momento para acabar com o foro privilegiado:
— Esse é um momento de acabar com o foro privilegiado, porque nós temos situações de mais de 200 parlamentares que estão sendo investigados e só não estão sendo punidos porque eles têm o poder de fazer seu auto julgamento. Nós não podemos criar uma situação entre aqueles que podem ser punidos, porque são cidadãos comuns, e aqueles que não podem porque são poderosos ou populares, ou são ricos demais - concluiu Marina.



stest 

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