• Caminhoneiros realizam protestos em ao menos 26 cidades do Rio Grande do Sul

     Foto: Alina Souza
    Os caminhoneiros retomaram, nesta terça-feira, os protestos contra o aumento do preço do óleo diesel no Rio Grande do Sul. As manifestações ocorrem às margens de rodovias estaduais e federais de 19 cidades. Até as 11h, não havia registro de bloqueios de estradas.
    Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), grupos de caminhoneiros se reúnem em rodovias de Três Cachoeiras, Uruguaiana, Camanquã, Ijuí, Carazinho, Santa Maria, São Sepé, São Gabriel e Júlio de Castilhos. Nos nove pontos, os manifestantes impedem apenas a passagem de caminhões, para que - ainda em atividade - participem do protesto.
    Já nas rodovias estaduais, são nove estradas com manifestações. Há protestos em Taquara, São Sebastião do Caí, Viamão, Santo Antônio da Patrulha, Gravataí, Cachoeirinha, Montenegro, Araricá, Santa Cruz do Sul e Cachoeira do Sul. Em alguns casos, os grupos estão apenas aglomerados às margens das estradas e, em outros, os caminhões são parados.
    Na beira da ERS 118, entre Cachoeirinha e Sapucaia do Sul, o caminhoneiro Eder Vicente da Costa destacou que o protesto deveria ser coletivo porque os prejuízos são para todos. Ele citou que os reajustes dos combustíveis vão pesar mais forte também  nos motoristas de carro e no preço das mercadorias.
    A adesão e compreensão ao movimento foi notada diante dos buzinaços pelos motoristas de carros ao passarem pelo ponto de protesto. No local, quando foi feito o bloqueio, formou-se uma longa fila de caminhões. Mesmo os demais veículos podendo seguir viagem, o trânsito ficou lento, gerando engarrafamento. Apesar de o ato ser pacífico, quem tentava romper o bloqueio acabava sendo coagido por alguns manifestantes na beira da rodovia. "Temos que estar todos juntos, mas também tenho compromisso de entregar a carga no prazo. Daí fica complicado", comentou um caminhoneiro, ao ser obrigado a parar.
    Confira os protestos
    ERS 020: km 28, em Taquara: cerca de 30 pessoas participam do ano. Não há bloqueios.
    - ERS 122: km 16, em São Sebastião do Caí:  cerca de 50 pessoas participam do ato. Somente caminhões são parados, para se juntarem a manifestação.
    ERS 040: km 28 ao 21, em Viamão: cerca de 40 pessoas. Trânsito livre.
    ERS 474: km 01, em Santo Antônio da Patrulha: cerca de 40 pessoas. Caminhoneiros são convidados a parar, demais veículos têm trânsito livre.
    ERS 118: km 9, em Gravataí: cerca de 50 pessoas reunidas às margens da rodovia.
    RSC 287: km 78, em Santa Cruz do Sul: cerca de 30 pessoas - apenas aglomeração.
    ERS 471: km 220, em Cachoeira do Sul: cerca de 30 pessoas - apenas aglomeração.
    ERS 239: km 34, em Araricá: manifestação às margens da via.
    RSC 287: km 2, em Montenegro: manifestação as margem da via.
    Federais 
    BR 101: km 22, em Três Cachoeiras: bloqueio apenas de veículos de carga.
    BR 290: km 219, em Uruguaiana: bloqueio apenas de veículos de carga.
    BR 285: km 461, em Ijuí: bloqueio apenas de veículos de carga.
    BR 116: km 397, em Camaquã: bloqueio apenas de veículos de carga.
    BR 285: km 337, em Carazinho: bloqueio apenas de veículos de carga no trevo do avião.
    BR 158: km 267, em Júlio de Castilhos: sem interrupção do trânsito. Os caminhoneiros são parados para participarem da mobilização.
    BR 392: km 350, em Santa Maria: manifestação ocorre no estacionamento de um posto de combustível.
    BR 392: em São Sepé: a manifestação ocorre junto ao posto de combustível Cotrisel.
    BR 290: km 417, em São Gabriel: apenas os caminhões são parados.
    Nessa segunda, passou de 30 o número de pontos em que os caminhoneiros bloquearam ou realizaram manifestações contra a alta do diesel. Em entrevista à Rádio Guaíba, o presidente da Associação Brasileira de Caminhoneiros (ABCam), José Fonseca Lopes, mencionou que, no entendimento dele, o melhor era apenas paralisar as atividades e não realizar protestos: “Eu não queria fechamento de rodovia, sou contrário, o que eu peço é que o caminhoneiro fique em casa, com a família. Se fizer durante cinco dias, resolve tudo. Mas como cada cabeça é uma sentença, a gente não consegue resolver dessa maneira”, ponderou, lembrando que o anúncio de mais um aumento dos combustíveis elevou as tensões. (Correio do Povo)

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