• Pressionada, a Petrobras reduziu o preço do diesel em 10% por 15 dias

    Foto: Fernando Frazão
    O presidente da Petrobras, Pedro Parente, anunciou na noite de quarta-feira (23) a redução de 10% no diesel nas refinarias e disse que vai manter a redução por 15 dias. A redução representa menos R$ 0,26 no litro do diesel.
    “É uma medida de caráter excepcional. Não representa uma mudança de política de preço da empresa”, disse Parente. “São 15 dias para que o governo converse com os caminheiros.” Nos últimos dias, Parente afirmou que não iria promover uma alteração na política de preços da empresa.
    A subida do preço do combustível nas últimas semanas provocou uma série de manifestações no País. Caminhoneiros bloquearam diversas estradas. Na quarta-feira, a manifestação entrou no terceiro dia e alcançou 23 Estados mais o Distrito Federal. O movimento reduziu a produção de diversos produtos, impactou o abastecimento de supermercados e já provocava aumento de preços.
    Isenção
    A reunião entre o governo federal e representantes dos caminhoneiros terminou sem acordo e a paralisação da categoria continua em todo o País. Foi o primeiro encontro desde o início da greve, na segunda-feira (21). Os transportadores autônomos reivindicam a isenção total dos impostos federais que incidem sobre os combustíveis para encerrar a paralisação.
    “O grande problema que o país está atravessando, não só com o caminhoneiro, é o problema do combustível. Tá muito caro, aumenta a cada dia. No caso do transportador autônomo, tem que tirar os penduricalhos, que são o PIS/Cofins e a Cide [impostos]”, afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros, José da Fonseca Lopes em coletiva de imprensa após a reunião com o governo. O governo chegou a pedir uma trégua de três dias movimento, mas o prazo acordado foi até a próxima sexta-feira (25), sem interrupção do movimento.
    Segundo a associação de caminhoneiros, só será permitido o transporte de produtos perecíveis, carga viva, medicamentos e oxigênio hospitalar. Uma nova reunião entre governo e representantes dos transportadores está marcada para esta quinta (24), às 14h, no Palácio do Planalto. “Se até sexta-feira não acontecer nada, aí lamentavelmente vai parar tudo. Não vai funcionar mais nada”, assegurou Fonseca Lopes, presidente da ABCam, entidade que, segundo ele, representa cerca de 700 mil caminhoneiros, 60 sindicatos e 7 federações.
    Portuários
    Os trabalhadores portuários foram chamados a aderir à paralisação deflagrada pelos caminhoneiros em todo País. O Sindicato dos Estivadores de Santos (SP) deve marcar assembleia para discutir a proposta no próximo sábado (26). Em debate, a alta do preço dos combustíveis e o impacto no cotidiano da categoria.
    O vice-presidente da Federação Nacional dos Portuários, Everandy Cirino dos Santos, ressaltou que a adesão deve incluir estivadores, capatazes, conferentes de cargas, guardas-portuários e funcionários administrativos. “Os caminhoneiros estão pedindo apoio aos portuários e a outras categorias. Ainda não nos reunimos, mas vamos discutir o assunto nos próximos dias”, afirmou Cirino. (O SUL)
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