• A erupção de um vulcão na Guatemala deixa 62 mortos e 300 feridos

    Foto: Reprodução
    A Conred (Coordenação Nacional para Redução de Desastres da Guatemala) confirmou, no começo nesta segunda-feira (4), que o número de mortos em decorrência da erupção do Vulcão Fogo, no domingo (3), subiu para 62, em três departamentos do país que estão em estado de calamidade. Há 300 pessoas feridas. Pelo menos 1,7 milhão de pessoas foram atingidas, principalmente no departamento de Escuintla, uma das áreas mais afetadas pelas lavas e cinzas do vulcão.
    Ainda há desaparecidos e os bombeiros trabalham nos resgastes. Segundo o Insivumeh (Instituto Nacional de Sismologia, Vulcanologia, Meteorologia e Hidrologia) e a Conred, a erupção lançou cinzas a 10 mil metros de altura sobre o nível do mar e atingiu 700 graus Celsius. Pelo menos 3,2 mil pessoas foram obrigadas a deixar suas casas e há 45 feridos.
    O vulcão, de 3.763 metros de altura, fica entre os departamentos de Escuintla, Chimaltenango e Sacatepéquez, 50 quilômetros a oeste da capital. Esta segunda erupção do Vulcão Fogo foi a mais forte dos últimos anos. A OEA (Organização dos Estados Americanos) aprovou moção de apoio à Guatemala.
    Dia seguinte
    No dia seguinte à primeira erupção do vulcão, sua maior em mais de quatro décadas, moradores da Cidade da Guatemala acordaram para varrer cinzas de telhados e ruas. “A paisagem no vulcão foi totalmente mudada, tudo está totalmente destruído”, explicou Gustavo Chigna, especialista do Instituto Nacional de Sismologia de Vulcanologia. “Esta é a maior erupção desde 1974. Tivemos constantes erupções, mas não nestas dimensões. A erupção continua e a atividade pode ser mantida por mais algumas horas. À noite será mais perigoso, porque não há como evacuar ou monitorar as estradas.”
    O Grupo de Doadores, integrado por Alemanha, Canadá, Espanha, Estados Unidos, Reino Unido, Itália, Suécia, Suíça, França, União Europeia, além do Banco Interamericano de Desenvolvimento, Banco Mundial, Fundo Monetário Internacional, Organização dos Estados Americanos e o sistema da ONU (Organização das Nações Unidas) na Guatemala, expressou solidariedade e apoio para o país superar a tragédia.
    Israel anunciou nesta segunda-feira uma ajuda emergencial imediata à Guatemala, no valor se US$ 10 mil. O montante, enviado através da embaixada no país, conta com medicamentos, comida e mantas, indicou o Ministério de Relações Exteriores israelense nas redes sociais: “Guatemala, Israel está contigo”, publicou o órgão no Twitter. A Guatemala foi um dos poucos países que apoiou os Estados Unidos após o anúncio de transferir sua embaixada em Israel de Tel Aviv a Jerusalém, reconhecendo a cidade como capital do país.
    Vulcões ativos na América do Sul:
    Villarica, Chile
    Conhecido pelos nativos mapuches como “Rucapillán” ou “Casa do espírito”, o Villarica é um dos vulcões mais ativos do Chile, e, após fortes erupções em 1964 e 1971, voltou a expelir lava em 2015, obrigando o governo chileno a deslocar mais de 3 mil pessoas das regiões de La Araucanía e Los Ríos, no Sul do país.
    Sangay, Equador
    Localizado nos Andes equatorianos, o estratovulcão (vulcão em forma de cone) a 5.300 metros do nível do mar, está em atividade contínua desde 1934, e dá nome ao parque nacional que o abriga, considerado patrimônio mundial pela Unesco. O difícil acesso e a forte neblina do local fazem do Sangay um dos pontos menos procurados pelos turistas nos Andes.
    Nevado del Ruiz, Colômbia
    Localizado entre as cidades de Caldas e Tolima, a Oeste da capital Bogotá, o estratovulcão está ativo a cerca de dois milhões de anos, e é coberto por geleiras que têm diminuído de tamanho, graças ao aquecimento global. Em 1985, o Nevado del Ruiz teve uma erução explosiva que atingiu cidades vizinhas matando mais de 20 mil pessoas.
    Puyehue, Chile
    O estratovulcão Puyehue, localizado no centro da cordilheira chilena, ganhou as manchetes em julho de 2011, após suas cinzas interromperem o tráfego aéreo de Buenos Aires. O Puyehue faz parte de uma complexo que inclui ainda a caldeira vulcânica Cordillera Nevada, o vulcão Mencheca, e as fissuras vulcânicas Cordón Caulle.
    Tungurahua, Equador
    Localizado no Parque Nacional Sangay, na região central do Equador, o Tungurahua (“Garganta de fogo” em quéchua) é o vulcão mais ativo e temido da América do Sul. A última grande erupção aconteceu em julho de 2013 e não teve vítimas. O topo do vulcão está a 5023 metros do nível do mar. (O SUL)
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