• O presidente do Tribunal Regional Federal da 4ª Região determinou a manutenção da prisão do ex-presidente Lula

    Foto: Divulgação
    O presidente do TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), desembargador federal Carlos Eduardo Thompson Flores Lenz, determinou na noite deste domingo (8) que seja mantida a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O presidente da Corte afirmou que o caso compete mesmo ao relator do processo, Gebran Neto, e não ao plantonista Rogério Favreto.
    Thompson Flores considerou que, como há um conflito de competência entre os dois desembargadores, cabe a ele decidir qual decisão valeria, se a do plantonista, o desembargador Rogério Favreto, ou do relator, João Pedro Gebran Neto.
    O domingo foi marcado por decisões judiciais a favor e contra a soltura do petista, culminado com a decisão de Thompson Flores.
    Em decisão publicada às 16h12min, o desembargador do TRF-4 Rogerio Favreto, pedia novamente a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Era a terceira vez em sete horas que ele ordenava que a PF (Polícia Federal) libertasse o petista. No comunicado, Favreto disse que a medida deveria ser cumprida em no máximo uma hora.
    Mais cedo, por volta das 14h, o relator da Lava-Jato no TRF-4, o desembargador João Pedro Gebran Neto, havia contrariado o despacho de Favreto, desembargador de plantão no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, e determinado a manutenção da prisão. Em seu despacho, Gebran Neto afirmou que o pedido de habeas corpus apresentado na última sexta-feira (6) pelos deputados federais Wadih Damous, Paulo Pimenta e Paulo Teixeira, do PT, deveria ser encaminhado a seu gabinete para análise e não decidido pelo colega Rogério Favreto.
    Gebran Neto havia sido contatado pelo juiz Sérgio Moro, que está de férias em Portugal. E, mesmo assim, havia se pronunciado contra a primeira decisão de Favreto, expedida na manhã desse domingo. Moro publicou um despacho afirmando que Favreto não teria competência para soltar o petista e mandou que a Polícia Federal não cumprisse a ordem.
    As idas e vindas tiveram repercussão imediata no universo político, que passou a debater a prisão de Lula e, ainda, suas chances de disputar a Presidência em outubro. Em janeiro, o TRF-4 aumentou a pena de Lula no caso do triplex no Guarujá (SP) para 12 anos e um mês de prisão.
    Militantes
    O clima era de expectativa nos arredores da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba (PR), onde o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está preso desde o início de abril.
    Em São Paulo, militantes do PT se concentravam nas redondezas do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, à espera da soltura do ex-presidente Lula. O perfil oficial de Lula no Twitter divulgou uma imagem por volta das 16h que mostrava um grupo grande de pessoas ocupando parte da rua do sindicato.
    Manifestantes receberam com vaias o anúncio da manutenção da prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ato na noite deste domingo (8) na Cinelândia, Rio de Janeiro. (O SUL)
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