• Dormir bem é bom para a memória, além de evitar o mau humor

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    Quando a dificuldade para dormir prevalece, pode se tratar de um quadro de insônia.
    Não há nada que enfraqueça mais um ser humano do que a insônia, pois ela é mesmo capaz de debilitar severamente o indivíduo que sofre com o distúrbio. Por outro lado, dormir bem é bom para a memória e a imunidade, além de evitar o mau humor.
    Mas e você? Sofre de insônia ou já passou essa dificuldade? Sabe de alguém que vive ou já lidou com esse transtorno debilitante? Caso a resposta seja sim, veja a seguir as causas desse distúrbio do sono, seus efeitos no organismo e modos de tratamento para recuperar aquela preciosa noite bem dormida.
    Entendendo a insônia
    É preciso compreender, antes de tudo, o que é a insônia. Segundo a otorrinolaringologista e especialista em medicina do sono Carla da Costa Zonta, a insônia é “a dificuldade em adormecer ou em manter o sono duradouro. Ou, além disso, a queixa de sono de má qualidade, apesar de adequadas oportunidades e circunstâncias para dormir”.
    O quadro possui duas classificações: primária ou secundária. A primeira é diagnosticada quando ela é a principal doença, ou seja, ocasionada por si só. E a segunda caracteriza-se por estar associada a outra doença ou efeito colateral de algum elemento. De acordo com um artigo publicado pela Revista Brasileira de Psiquiatria, de autoria de Jaime Monti, membro do Departamento de Farmacologia e Terapêutica do Hospital das Clínicas de Montevidéu, no Uruguai, a insônia secundária está duas vezes mais presente nos indivíduos do que a primária.
    Também há a existência da insônia crônica, que é diagnosticada a partir do momento em que a pessoa tem dificuldade em dormir com ocorrência de, ao menos, três noites na semana, há pelo menos três meses.
    Sono perfeito x sono ruim
    Para entrar em estado de sono, é necessário que o cérebro passe por diversas etapas para que aconteça o adormecimento. Ainda conforme o artigo de Jaime Monti, quem possui insônia tem alterações na indução, na continuidade e/ou na estruturação do sono. Sendo assim, para o início da segunda etapa do sono não-REM (sem movimento rápido dos olhos) há uma demora que supera, geralmente, 30 minutos para acontecer. Para as pessoas que não possuem insônia, esse estado tem duração média entre cinco e 15 minutos apenas.
    Somado a isso, a duração do tempo total do sono de quem possui insônia não supera cinco ou seis horas. Quanto à eficiência do sono (relação entre o tempo que o paciente permanece deitado e o tempo durante o qual dorme) costuma ser inferior a 80%.
    Causas
    Carla da Costa Zonta afirma que pessoas que têm dificuldade em dormir durante momentos estressantes ou com depressão, dor crônica ou ansiedade apresentam mais chances de desenvolverem a forma crônica de insônia. “Estresse relacionado ao trabalho e fatores como a morte de um ente querido, divórcio, mudanças marcantes no horário de trabalho, perda de emprego e outras mudanças importantes da vida são, muitas vezes, circunstâncias precipitantes para que o transtorno também ocorra”, completa a especialista.
    A publicação de Monti também informa que a preocupação intensa e o mal-estar relacionado com a dificuldade de cair no sono fazem com que ocorra um ciclo vicioso, no qual quanto mais o paciente tenta dormir, mais frustrado e incomodado ele se sente, dificultando o sono.
    Principais efeitos
    O sintoma mais comum está relacionado à insatisfação com a quantidade de horas dormidas ou com a qualidade do sono. Quem desenvolve o quadro, geralmente, acorda seguidamente durante a noite, além de possuir um sono de pouco aprofundamento. “Como consequência para esses eventos, ocorrem o cansaço, dificuldades de concentração ou memória, prejuízo no desempenho profissional, irritabilidade, sonolência diurna, tensão, dores de cabeça e preocupação com o sono”, explica a médica.
    Quero dormir!
    A classificação primária da insônia é um transtorno multidimensional e sugere- se que seu tratamento combine medidas não farmacológicas e farmacológicas. Segundo Monti, as estratégias não medicamentosas incluem a chamada higiene do sono e as terapias cognitivas e de conduta.
    Carla Zonta explica que a higiene do sono são medidas tomadas sobre os hábitos de vida para que a pessoa volte a conseguir dormir. Dentre essas atitudes estão: 1. Ter regularidade quanto à hora de deitar e acordar; 2. Praticar atividades físicas durante o dia; 3. Evitar bebidas com cafeína após o meio dia; 4. Evitar bebidas alcoólicas antes de deitar; 5. Dormir em cama confortável, sem barulho; 6. Evitar cochilos e fazer atividades relaxantes antes de dormir. (O SUL)
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