• Freio de Ouro tem o primeiro bicampeão em 36 anos de história

    Foto: Mauro Schaefer
    Pela primeira vez em seus 36 anos de existência, o Freio de Ouro, mais importante prova nacional do cavalo crioulo, teve um bicampeão na edição deste domingo, na 41ª Expointer, em Esteio. O título histórico foi conquistado por JA Libertador, do Condomínio JA Libertador, que reúne 15 cabanhas do Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo. Com 22,394 pontos acumulados desde a quinta-feira, quando se iniciou a competição, o animal de pelagem zaina, com seis anos e 10 meses, conduzido pelo ginete Cézar Augusto Shell Freire, se destacou pela tranquilidade e constância nas provas.

    Em 2015, JA Libertador, com menos de quatro anos, foi campeão pela primeira vez no Freio. Neste ano, obteve o Freio de Prata na Expo FICCCC 2018, realizada de 14 a 20 de maio, também no Parque de Exposições Assis Brasil. Onécio Prado Júnior, proprietário de 60% das cotas do cavalo, destacou a docilidade do animal e um potencial extraordinário de conseguir passar de uma prova para outra sem estresse. O juiz da categoria, Felipe Maciel, apontou a regularidade de JA desde a morfologia. "Nas provas finais ele repetiu esta regularidade", disse. Muito emocionado, o ginete Cézar Freire, vencedor do prêmio Ginete do Ano, agradeceu a confiança do Condomínio JA Libertador, que lhe entregou o animal para treinar. "O diferencial dele com certeza foi o temperamento", acrescentou. O Freio de Prata dos machos foi para Peñarol da Boa Vista, da Fazenda Boa Vista, de Vacaria, com 22,151 pontos.
    O Freio de Ouro das fêmeas foi conquistado por Independência do Espigão, do criador e expositor José Ademir Pereira, de Canoinhas, Santa Catarina, conduzida pelo ginete Daniel Waihrich Marim Teixeira. A égua fez a maior pontuação na Paleteada, 18,833 pontos, e nota final de 20,907. Segundo o juiz Cesar Augusto Hax, Independência, que dia 7 de setembro faz seis anos, mostrou consistência em todas as provas. José Ademir Pereira foi as lágrimas ao comentar a vitória, a primeira da cabanha dele em 10 anos de participação no Freio. "Eu estou muito feliz. Esse resultado ela obteve com menos de um ano de treinamento, é um animal excepcional", comentou o criador. Para Daniel Teixeira, o prêmio foi o coroamento de um grande esforço. "Só quem vive o dia a dia sabe a jornada que traz até aqui", completou. O Freio de Prata das Fêmeas foi para Cambraia Cala Bassa, da Cabanha Cala Bassa, de Bagé, com 20,357 pontos.
    Na edição de 2018, com a arena do Cavalo Crioulo lotada, apesar da temperatura abaixo dos 13 graus, 104 animais concorreram, sendo destacados 14 machos e 14 fêmeas para a prova final de hoje. (Correio do Povo)
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