• Mais de 90 mil pessoas visitaram a Expointer neste fim de semana

    Foto: Juliana Baratojo
    O tempo bom no primeiro final de semana da 41ª Expointer, aberta oficialmente no sábado (25), atraiu mais de 90 mil pessoas ao Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio, segundo dados divulgados pelo governo gaúcho. No primeiro dia, pelo menos 33 mil pessoas (entre pagantes e não pagantes) percorreram as ruas do parque, enquanto no domingo (26) o público foi de cerca de 60 mil.
    A temperatura estável, as atrações artísticas, a comercialização de animais, artesanatos e produtos de agroindústrias foram um convite ao lazer para diversas famílias. A feira prossegue até o dia 2 de setembro.
    Aves
    A avicultura voltou a ser destaque na 41ª Expointer. Após a entrada de aves ter sido banida pela organização da feira em virtude do risco de contaminação pela gripe aviária no ano passado, os criadores comemoram o retorno dos animais ao Parque de Exposições Assis Brasil.
    Neste ano, o setor de aves conta com 18 expositores, que trouxeram 523 exemplares de mais de 50 raças. No espaço de pássaros, 11 expositores participam com mais de 500 canários. A Influenza Aviária, doença contagiosa transmitida pelo vírus Influenza, foi motivo de grande preocupação no final de 2016 e início de 2017. A América Latina registrou focos de contaminação em duas granjas chilenas que comercializavam perus. Além de prejudicar o desenvolvimento de aves e pássaros, a enfermidade também poderia ser transmitida por humanos, o que motivou a exclusão do segmento da Expointer no ano passado.
    “A avicultura é uma das principais cadeias de produção do Rio Grande do Sul, e hoje se tem aumentado o cuidado e exigência com a biosseguridade das granjas para evitar qualquer possibilidade de doenças e enfermidades. A introdução do vírus em qualquer granja que fosse faria com que se propagasse muito rápido devido à alta patogenicidade e a condição de contágio”, explicou a fiscal agropecuária da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Irrigação, médica veterinária Ananda Paula Kowaski.
    A precaução se deu principalmente pela proximidade com os casos de contaminação no Chile, mas a erradicação do vírus e a falta de registro de mais focos tranquilizaram os organizadores e trouxeram à feira, mais uma vez, uma das atrações que mais encantam e despertam curiosidade nas crianças no Pavilhão de Pequenos Animais.
    “Por se tratar de uma feira internacional com grande fluxo de pessoas, a medida teve o objetivo de proteger o plantel avícola do Estado. A Influenza é uma doença exótica pra nós, nunca tivemos registro no Brasil, o que seria catastrófico para o setor, porque significaria sacrifício das aves, restrições ao mercado e diversas medidas de contenção para erradicação da doença”, complementou Ananda.
    Inspeção 
    Os cuidados sanitários com os animais ajudam os criadores a afastar a possibilidade de contaminação pelo vírus da Influenza e da doença de Newcastle, entre outras enfermidades. Para entrada no parque, todas as aves precisam comprovar um protocolo de vacinas e um atestado sanitário de um médico veterinário assegurando que foram inspecionadas e estão livres de qualquer doença, de ectoparasitas e, no caso das galinhas, atestando também a negatividade de salmonella.
    “Além disso, todas as aves que ingressam no parque são inspecionadas e monitoradas pelos fiscais agropecuários na entrada e durante a feira. Aqui chegam animais que são vendidos para diversas áreas do Brasil e exterior. Então, precisamos assegurar que essas aves entram e saem daqui livres de qualquer enfermidade, para que essas patologias não sejam distribuídas e não coloquem em risco a avicultura industrial”, reforçou a fiscal agropecuária. (O SUL)
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