• Milhares de pessoas se manifestaram pela legalização da maconha na Alemanha

    Foto: Reprodução
    Na Alexanderplatz de Berlim, milhares se reuniram para a 22ª Parada da Canábis. Sob o slogan “Esclarecimento em vez de proibições”, os manifestantes exigiam a legalização do cânhamo, a planta que produz a maconha, entre numerosos outros usos.
    A associação organizadora, Deutscher Hanfverband, registrou 6 mil participantes, o que faria da passeata a maior da Alemanha pela liberação da planta como matéria prima, medicamento e droga recreativa.
    O cânhamo ou Cannabis sativa é uma das plantas cultivadas mais antigas. Suas sementes, fibras, folhas e flores têm um grande número de usos tradicionais e industriais, desde a culinária e a medicina à cosmética e produção de cordas, papel e têxteis. A maconha são suas flores e folhas secas, que contêm alta concentração da substância psicoativa tetra-hidrocanabinol (THC).
    “Imposto de mágica” bilionário para o Estado?
    Acima de um “baseado” gigante montado sobre um carro, os ativistas de Berlim prometiam um “imposto de mágica”. Seu argumento é que, no caso da legalização, o Estado poderia arrecadar bilhões de euros em taxas sobre a canábis.
    As faixas e cartazes transmitiam mensagens como “Sem erva não tem graça”, “Diga não à narcopolícia” e “Maconha nos campos, salvem as florestas”. Música animada reforçava a atmosfera festiva.
    “Até hoje há berlinenses que perdem a licença de motorista só porque foram apanhados com canábis em casa, no parque ou em algum outro lugar”, comentou o chefe da bancada estadual do Partido Verde, Werner Graf, exigiu o fim desse estado de coisas, em nível federal.
    Durante a tarde a passeata seguiu pelo bairro do governo, e diante do Ministério da Saúde foi entregue uma “Declaração de Berlim”, exigindo, entre outros pontos, a descriminalização dos “maconheiros”. Segundo a polícia a manifestação transcorreu sem incidentes.
    Riscos
    O consumo de maconha entre adolescentes de 15 e 16 anos foi mais prevalente do que na população de 15 a 64 anos – 5,6% deles consumiram maconha em 2016, ante 3,9% na população em geral.
    Sabe-se que o dano provocado pela maconha é maior em pessoas cujo cérebro e o sistema nervoso ainda estão em desenvolvimento”, explica Gabriel Elias, coordenador de relações institucionais da Plataforma Brasileira de Política de Drogas.
    A regulação responsável dessa substância poderia diminuir esse uso precoce, já que a proibição torna o acesso igualitário para todas as faixas etárias.” (O SUL)
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