• Doação de órgãos cresce 7% no ano, mas 41 mil pessoas ainda aguardam por transplante

    Foto: Divulgação
    Atualmente, 41.266 pessoas aguardam por um transplante de órgão no País. A informação foi divulgada pelo Ministério da Saúde nesta quinta-feira, Dia Nacional de Incentivo à Doação de Órgãos. O número é inferior ao do ano passado, segundo a pasta, quando havia 44 mil pacientes na espera. Por outro lado, o governo informou que o número de doadores de órgãos no Brasil subiu 7% em relação ao ano passado, de 1.653 para 1.765.
    Com esse aumento, estima-se que o País atingirá, até o final deste ano, recorde de transplantes de fígado (2.222), pulmão (130) e coração (382), segundo a pasta. Já o transplante de medula óssea deve alcançar o maior número na série histórica (2.684). Ainda, segundo expectativa do governo, o Brasil deve fechar o ano com a taxa de 17 doadores efetivos por 1 milhão da população (PMP), ultrapassando a meta do Plano Plurianual do Ministério da Saúde, que prevê o alcance de 15 doadores efetivos. Doadores efetivos são os que realizaram cirurgia para a retirada de órgãos com a finalidade de transplante.
    Em números absolutos, o País deve contar com 3.530 doadores efetivos, "batendo recorde da série histórica dos últimos cinco anos", de acordo com o Ministério. Em relação às doações por Estado, a região Norte demonstrou aumento de doações e captações de órgãos. Em Roraima, houve três doações efetivas e, no Tocantins, uma, estados que até então não apresentavam nenhum registro de doação. Para o Ministério, isso demonstra uma maior conscientização da população. O órgão afirmou, por meio de nota, que houve um aumento dos consentimentos familiares para a doação de órgãos.
    Previsão é de 26 mil transplantes, metade dos pacientes
    Neste ano, estão previstos 26,4 mil transplantes no País. Deste total, 8.690 serão órgãos sólidos (coração, fígado, pâncreas, pulmão, rim e pâncreas rim), registrando recorde em comparação aos últimos oito anos, segundo o governo. Já na projeção para todo o ano de 2018, os transplantes de córnea apontam redução. O Ministério afirma que isso é reflexo da redução da lista de espera em alguns estados, como Amazonas, Ceará, Goiás, Pernambuco e Paraná.
    “Esses Estados apresentaram desempenho considerado médio de transplantes de córnea, superior ao da média de pacientes na lista de espera, nos últimos três meses, e, portanto, são considerados na situação de lista zerada”, informou o Ministério. A pasta ressaltou que as companhias aéreas comerciais são parceiras no translado de órgãos no País, além da Força Aérea Brasileira (FAB).
    As companhias de aviação civil transportaram nos últimos dois anos, 9.236 órgãos sólidos (coração, fígado, pâncreas, rim e pulmão) e tecidos. No mesmo período – entre junho de 2016 a junho de 2018 – a FAB transportou 513 órgãos sólidos (coração, fígado, pâncreas, rim e pulmão) e tecidos. Houve aumento de 6% dos itens transportados se comparados o primeiro semestre deste ano com o do ano passado, de 2.327 para 2.474. (Correio do Povo)
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