• Cooperativas do RS geram 60 mil empregos por ano e faturam R$ 43 bilhões

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    As cooperativas se espalham pelo Rio Grande do Sul. O estado conta atualmente com 426 associações de produtores que dividem diariamente esforços e resultados, e que geram em média 60 mil empregos por ano. De acordo com o Sistema Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo do Estado (Sescoop-RS), as organizações somaram em 2017 um faturamento de R$ 43 bilhões.

    O volume, considerado recorde no ano, é resultado de qualificação no campo, e mostra o bom desempenho das cooperativas nas mais diversas regiões em que estão inseridas, conforme destaca o extensionista rural e social da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), Marcos Servat.
    "O próprio IDH [Índice de Desenvolvimento Humano] comprova que municípios que têm sede de cooperativa no local têm um índice mais elevado. O contexto econômico nosso hoje não permite mais amadores em qualquer tipo de ramo e na agricultura não é diferente", explica.
    As capacitações passaram a se tornar constantes pelo estado, e fazem parte da rotina de quase 3 milhões de associados gaúchos.
    Os 21 associados da Cooperlat de Tuparendi, no Noroeste do estado, conseguiram, em 12 anos, modernizar o sistema de ordenha, aumentar a produção em 50%, e ainda comprar a frota que transporta o leite até as indústrias. "Melhorou as tecnologias de produção, melhoramos a qualidade, subimos o volume, aprendemos a transportar, hoje temos um dos melhores transportes", ressalta o presidente da cooperativa, Joares Ghellar.
    O ramo com o maior número de contratações é o agronegócio, mas as oportunidades se espalham ainda pela área da saúde, educação e crédito. "Através dessa formação, dessa educação, nós temos percebido que os recursos financeiros têm sido muito melhor utilizados e maximizados os seus resultados", reforça Giovani John, diretor executivo de uma cooperativa de crédito do Noroeste do estado.
    A Família Camargo, de Giruá, recebe técnicos para ajudar a planejar os gastos. Em 30 anos, eles viram o número de hectares crescer mais de sete vezes, o que estimula Adriano Camargo, filho de agricultores, a permanecer no campo. "Incentiva a gente a produzir cada vez mais e melhor e cada vez mais melhorando e se aperfeiçoando com as tecnologias", diz.
    Juntos, os agricultores gaúchos têm encontrado uma série de benefícios com o trabalho associado. Máquinas são compartilhadas entre os cooperados, gerando economia na produção e agilidade na entrega do produto.
    "Isolado, um produtor pequeno não consegue nada, vai comprar um insumo caro, um medicamento é tudo mais caro, então na cooperativa a gente consegue comprar isso bem mais acessível", opina o agricultor Paulo Moz.
    A qualificação que gera emprego, renda e oportuniza jovens a permanecerem na agricultura. Foi o que aconteceu a médica veterinária Mariane Moz, de 24 anos, responsável pelo controle de toda a produção de leite da família em Tucunduva. Desde que ela voltou para propriedade, após se formar, o volume gerado pelas vacas triplicou.
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    "A gente tem acompanhamento de várias empresas, vários técnicos que dão palestras, dão suportes na propriedade. Tivemos muitas melhoras e muitos resultados bons", celebra. Compartilhando conhecimento, produzindo mais e com maior qualidade, os produtores rurais colhem um trabalho feito por muitas mãos. (G1/RS)

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