• Debate é marcado por ataques a Bolsonaro e PT

    Foto: Nelson Almeida
    Líderes das pesquisas, os candidatos Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) foram os principais alvos do debate da noite deste domingo na RecordTV. Os demais presidenciáveis atacaram a polarização da disputa eleitoral e tentaram convencer os eleitores da necessidade de uma terceira via.
    Oito candidatos participaram do debate: Álvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB) e Marina Silva (Rede). Jair Bolsonaro (PSL) foi convidado, mas não compareceu por problemas de saúde. Bolsonaro recebeu alta médica nesse sábado, depois de ter levado uma facada na região do abdômen no começo de setembro.
    Ataques a Bolsonaro
    O candidato do PSL ao Planalto, Jair Bolsonaro, foi o principal alvo no primeiro bloco do debate. O capitão do exército foi citado por Henrique Meirelles, Marina Silva e Ciro Gomes. "Nenhum país democrático tem um Bolsonaro como presidente", afirmou Meirelles. Ciro relembrou as recentes afirmações do candidato do PSL sobre não aceitar o resultado de um pleito caso derrotado. "O Brasil, para quem não se lembra, teve uma eleição assim. O outro lado não reconheceu", argumentou Ciro, em referência ao resultado da eleição entre Dilma Rousseff e Aécio Neves, em 2014. Ciro também disse que participou de um debate mesmo passando por tratamento médico e usando sonda (no caso do embate do SBT, na semana passada), enquanto Bolsonaro, após alta no hospital no sábado, não compareceu ao confronto na RecordTV.
    Já Marina afirmou que Bolsonaro tem uma atitude autoritária e preconceituosa com minorias. "Mas com essa frase (de não reconhecer o resultado do pleito) ele também desrespeita a constituição, o jogo democrático", disse, e emendou: "Bolsonaro fala muito grosso, mas tem momentos que ele amarela", ironizou a candidata da Rede.
    Principais nomes da esquerda, Ciro e Haddad travam embate sobre alianças
    Principais nomes da esquerda na disputa ao Planalto, Ciro Gomes e Fernando Haddad protagonizaram um embate no segundo bloco. Segundo Ciro, Haddad aceitou aliança com Eunício Oliveira (MDB), no Ceará, parceria que o petista aceitou "despudoradamente". Haddad disse que foi apenas tomar um café com Eunício e Ciro respondeu com uma risada.
    Na pergunta anterior, Guilherme Boulos também criticou as alianças de Haddad. Segundo Boulos, a aliança que o PT fez com Eunício Oliveira e Renan Calheiros é "inexplicável". Mesmo contrariado, Haddad voltou a acenar aliança com adversários em um segundo turno. Ciro, entretanto, foi menos receptivo e disse que Haddad já se anunciou vitorioso no primeiro turno "antes de o povo votar".
    Dias e Alckmin criticam PT
    Após Ciro Gomes atacar a aliança de Fernando Haddad com Eunício Oliveira no Ceará, o candidato do Podemos à Presidência, Alvaro Dias, se juntou ao pedetista para atacar Haddad. Alvaro citou reportagem da revista IstoÉ que aponta mandos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso em Curitiba, sobre alianças do PT no pleito. "Lá da prisão, em Curitiba, o ex-presidente Lula comanda a campanha do PT com bilhetes e autoriza repasses de recursos." Haddad pediu direito de resposta, o que foi negado por comissão da emissora.
    Durante o debate sobre o tema econômico, em um embate com Ciro Gomes, Geraldo Alckmin prometeu corte de juros com "boa política fiscal" e sem aumentar impostos. O candidato alfinetou o PT e disse que o partido "só fala de Lula e esconde Dilma (Rousseff)". A afirmação provocou risadas de Ciro.
    Em ataque, Alckmin afirmou que Ciro estudou recriar a CPMF (imposto sobre movimentações financeiras, chamado imposto do cheque). O pedetista, entretanto, negou ter cogitado a ideia. O ex-ministro da Fazenda de Michel Temer e candidato do MDB ao Planalto, Henrique Meirelles, também foi confrontado. Alckmin questionou o motivo de o Brasil não ter crescido durante seu período à frente da pasta. Meirelles disse que a economia foi prejudicada pelos confrontos políticos. "O Brasil cresceria mais se não fossem as propostas radicais", disse o emedebista.
    Vice de Bolsonaro
    As recentes falas polêmicas do vice de Jair Bolsonaro, General Mourão, foram utilizadas por Henrique Meirelles e Marina Silva para atacar a candidatura. "O vice dele quer acabar com o 13º e o adicional de férias. O economista dele quer trazer de volta a CPMF", disse Meirelles, em referência às propostas defendidas por Mourão em eventos. Marina disparou: "Eu nunca vi na minha vida um candidato a presidente que diz que vai governar para os fortes", disse, e emendou: "Espero que no próximo debate ele (Bolsonaro) esteja para explicar seus projetos de País". (Correio do Povo)
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