• Dezenas de pinguins e um lobo marinho são encontrados mortos em Cidreira

    Foto: Agapan
    Dezenas de pinguins e um lobo marinho foram encontrados mortos na faixa de areia de Cidreira, no Litoral Norte, na manhã desta terça-feira. A ocorrência foi informada à Associação Gaúcha de Proteção ao Ambiente Natural (Agapan) por turistas que passavam pelo local. Conforme relato das testemunhas, cerca de 20 animais sem vida estavam concentrados em um espaço entre três guaritas na beira da praia. Segundo a Agapan, que encaminhou a denúncia à imprensa, "a região não permite redes de pesca". 
    A Agapan repassou a ocorrência para uma equipe da Patrulha Ambiental da Brigada Militar (Patram) de Tramandaí. O comandante da Patram no Litoral Norte, capitão João César Verde Selva, informou que não há indícios de que a morte dos animais tenha sido provocada pelas redes. Além disso, Selva declarou que o trecho onde os 38 pinguins e o lobo marinho estavam, se trata de uma área de pesca.
    De acordo com o médico veterinário responsável pela área de Fauna Silvestre do Ibama no Rio Grande do Sul, Paulo Guilherme Carniel Wagner, todos os anos os pinguins e os lobos marinhos realizam uma migração da Argentina até o Rio de Janeiro neste período. "A primeira geração pega a corrente das Malvinas, o que concentra milhares de animais e, neste processo, há uma seleção natural, animais que não resistem", explicou.
    O médico veterinário do Centro de Reabilitação de Animais Marinhos do Centro de Estudos Costeiros, Limnológicos e Marinhos (Ceclimar), Derek Blaese de Amorim, afirmou que até outubro deste ano 2.561 aves, 504 répteis e 125 mamíferos foram encontrados mortos no Litoral Norte. Destes, até agosto, foram 370 pinguim-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) e 118 lobo-marinho-sul-americano (Arctocephalus australis), as mesmas espécies localizadas em Cidreira ontem.
    "Fazemos um monitoramento semanal na beira da praia durante todo o ano, de Torres até o Farol de Dunas Altas, em Palmares do Sul, com o objetivo de monitorar e quantificar quantos animais encontramos sem vida e fazemos a identificação das espécies", enfatizou Amorim, ressaltando que de junho até o começo de novembro há uma ocorrência muito grande de pinguins e lobos marinhos na região.
    Ele ainda declarou que é preciso examinar os animais para constatar a causa da morte, se foi por conta da migração ou se teria sido causada pela interação com a rede em si. "Não necessariamente (a rede de pesca) foi a causa da morte", reiterou. (Correio do Povo)
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