• O maior banco da Dinamarca é investigado nos Estados Unidos por lavagem de dinheiro

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    O Danske Bank, o banco mais importante da Dinamarca, afetado pelo “maior caso de lavagem de dinheiro na Europa”, anunciou nesta quinta-feira (4) que é objeto de uma investigação das autoridades nos Estados Unidos. A filial estoniana do banco, que assegura cooperar com a investigação, está no centro do escândalo depois que – segundo um relatório solicitado pelo próprio banco – viu transitar entre 2007 e 2015 quase 200 bilhões de euros através de contas de 15.000 clientes estrangeiros não residentes na Estônia.
    Parte importante dos fundos foi considerada suspeita, o que poderia elevar a quantia de dinheiro sujo, procedente essencialmente da Rússia. O caso, classificado pelo ministro dinamarquês para as Empresas como o “maior caso de lavagem de dinheiro na Europa”, é investigado na Dinamarca e Reino Unido e acompanhado de perto pela União Europeia. A Autoridade Dinamarquesa dos Mercados Financeiros solicitou ao Danske Bank uma reserva de 10 bilhões de coroas (671 milhões de euros) para garantir sua solvência.
    Renúncia
    No mês passado, o Danske Bank anunciou a demissão de seu diretor executivo, envolvido no escândalo de lavagem de dinheiro na Estônia. “É evidente que o Danske Bank não esteve à altura de suas responsabilidades no caso da possível lavagem de dinheiro na Estônia”, indicou o CEO, Thomas Borgen, em um comunicado, antes de apresentar os resultados de uma investigação interna.
    “Embora a investigação realizada por auditores externos tenha concluído que estive à altura das minhas obrigações legais, acredito que seja melhor para todas as partes que eu me demita”, acrescentou Borgen.
    Banco vai apoiar as iniciativas contra a criminalidade financeira internacional
    Ao mesmo tempo, o Danske Bank anunciou a transferência de cerca de 1,5 bilhão de coroas dinamarquesas para uma nova fundação para “apoiar as iniciativas contra a criminalidade financeira internacional, incluindo a lavagem de dinheiro, tanto na Dinamarca quanto na Estônia”.
    Essa quantia, que sairá dos resultados do terceiro trimestre de 2018, obrigará o grupo a revisar para baixo suas previsões para este ano. Agora, espera que o lucro líquido seja entre 16 e 17 bilhões de coroas, em comparação com os 18 a 20 bilhões de coroas anunciados anteriormente. Segundo a imprensa, a lavagem de capitais alcançou os 150 bilhões de dólares (129 bilhões de euros), procedentes de empresas ligadas à Rússia e à antiga União Soviética.
    “Não sabíamos nada sobre o alcance do problema da lavagem de dinheiro. Isso significa que a incerteza pode durar. O medo de graves multas continua aí”, disse Mikkel Emil Jensen, do Sydbank.
    O banco dinamarquês não é a única instituição financeira atingida pelas suspeitas de lavagem. Outros grandes bancos europeus, como o BNP Paribas e o Deutsche Bank, foram condenados nesse sentido. (O SUL)
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