• Chapada avalia soluções para eventual saída de médico cubano

    Foto: Prefeitura de Chapada
    A prefeitura de Chapada, cidade de cerca de 9,3 mil habitantes e distante 330 quilômetros de Porto Alegre, segue trabalhando em soluções para a eventual saída do médico cubano, Richel Collazo, com a retirada do país do programa Mais Médicos. O prefeito, Carlos Alzenir Catto, explicou que Collazo seguirá atendendo até o fim do acordo, em 24 de dezembro. Posteriormente, será feita a tentativa para torná-lo secretário de saúde municipal: “O Richel continua trabalhando como médico até os 47 minutos do segundo tempo”, salientou.
    Catto não acredita que as novas medidas do governo federal para o Mais Médicos serão suficientes para atrair um profissional da saúde para a cidade. “Essa medida do governo federal é válida. Mas, sinceramente acho que não vão ter médicos interessados em trabalhar no interior, em municípios menores como é o nosso caso”, ponderou o prefeito.
    Por conta disso, protocolou projeto na Câmara de Vereadores para que a lei municipal permita contratar um estrangeiro. O texto enviado pela prefeitura deve ser lido na sessão desta terça-feira e, caso haja acordo das bancadas, poderá ser votado. “Estamos torcendo pra ter uma saída legal, que é boa pra todos”, projetou o gestor municipal. A partir daí, dependerá da vontade de Collazo. Quanto a isso, o prefeito está otimista. “Acredito que a resposta vai ser positiva. Mas ele ainda não definiu.”
    O prefeito acrescentou que a repercussão na imprensa movimentou a cidade que, em sua maioria, posicionou-se a favor da nomeação do médico cubano. Lamentou, entretanto, que os profissionais brasileiros rejeitem o trabalho no interior, sem sequer conhecer os locais.
    Sem interessados para edital
    “Chapada é uma cidade bonita e todas as ruas têm calçamento ou asfalto, além de uma qualidade de vida boa”, indicou Catto. “Publicamos edital pra contratar três médicos, com salário de R$ 11 mil, igual ao do prefeito”, lembrou. “Não veio se inscrever ninguém. Não apareceu ninguém nem pra conhecer a cidade. Até dizem que veio e não gostou, mas ninguém viu.”
    De acordo com nota sobre o programa, publicada nesta segunda pelo Ministério da Saúde, o Rio Grande do Sul é o terceiro estado com mais vagas para o Mais Médicos. São 630 postos em casas de saúde alocados, atrás apenas de São Paulo (1.406) e Bahia (834).
    Os profissionais recebem bolsa-formação de R$ 11,8 mil e uma ajuda de custo inicial, que vai até R$ 30 mil, para se estabelecerem as cidades atribuídas. Moradia e alimentação devem ser custeadas pelas prefeituras. (Correio do Povo)
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