• O publicitário acusado de matar e concretar o corpo da própria mãe foi condenado a 28 anos de prisão em Porto Alegre

    Foto: Bruna Faraco
    O publicitário Ricardo Jardim, de 59 anos, acusado de matar e concretar dentro de um armário o corpo da própria mãe – Vilma Jardim, de 74 anos –, foi condenado pelo júri de Porto Alegre. O julgamento iniciou às 9h30min de segunda-feira (19) e terminou às 20h, quando a juíza Karen Luise Boanova Pinheiro leu a sentença.
    A pena foi estabelecida em 27 anos de reclusão, em regime inicial fechado, pelos crimes de homicídio duplamente qualificado (motivo torpe e meio cruel) e ocultação de cadáver, e um ano de detenção por posse ilegal de arma de fogo. A data do assassinato é incerta, segundo a Justiça gaúcha, mas o crime teria ocorrido entre abril e maio de 2015 no apartamento onde os dois moravam, localizado no bairro Mont’Serrat, na Capital gaúcha.
    O delito foi reconhecido como hediondo pela magistrada. “Fato de extrema gravidade, praticado contra a própria mãe, demonstrando frieza no seu comportamento e quanto às consequências advindas dos seus atos”, afirmou a juíza. O réu não poderá apelar em liberdade. Ele encontra-se preso desde 2015 na Cadeia Pública de Porto Alegre.
    O condenado, que negou o assassinato da mãe, tem dois filhos, de 32 e 33 anos, que não o visitam na prisão. Ele disse que a idosa, após uma discussão, golpeou-se com uma faca. Um laudo atestou 13 facadas no corpo dela. Apesar de negar o homicídio, o homem confessou ter concretado o corpo da mãe.
    O Ministério Público gaúcho, responsável pela acusação, apontou que a motivação para o crime seria econômica, já que o réu estaria usufruindo do dinheiro que a vítima possuía em uma conta em um banco, fruto do seguro de vida do marido falecido. A sentença de pronúncia, que mandou o réu a júri popular, foi assinada pelo juiz Maurício Ramires no dia 3 de fevereiro de 2017.
    O júri
    Nos júris populares, sete jurados (Conselho de Sentença), escolhidos em um sorteio prévio, decidem pela culpa ou inocência dos réus em cada crime de que são acusados. Em caso de condenação, cabe ao juiz estipular o tempo e as condições da pena.
    O julgamento inicia-se com o eventual depoimento de testemunhas e, depois, do acusado. A seguir, na fase de debates, acusação e defesa, nessa ordem, têm uma hora e meia para apresentar argumentos. Caso desejem, terão ainda mais uma hora de réplica e tréplica. Os tempos poderão ser maiores em julgamentos com mais de um réu. (O SUL)
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