MINISTRA PROMETE POLÍTICA AGRÍCOLA PARA A PECUÁRIA LEITEIRA, O QUE JAMAIS EXISTIU




A ministra Tereza Cristina, em recente audiência com representantes da cadeia produtiva de lácteos, propôs construir em conjunto uma política para o setor leiteiro. Entretanto, a ministra e o secretário de política agrícola terão fortes dificuldades e limitações. Oxalá desta vez a vontade da ministra – o que não houve no passado – viabilize o que nunca existiu.


A pecuária leiteira sempre compartilhou as diretrizes e ações dirigidas a toda a agropecuária nacional. O caminho é mais complicado do que se imagina à primeira vista. Vejam que pedreira:


Existe, aproximadamente, 1 milhão de produtores de leite (formais e informais) em todos os estados da Federação, que dependem total ou parcialmente da produção para sustentar suas famílias. Seus interesses são veiculados por meio de uma centena de associações ou sindicatos. E muitos “protetores” aparecem quando há movimentos pela causa.


Assim, fica difícil vincular ações de governo dirigidas a tão grande e diluído público num país continental heterogêneo. A  Associação Brasileira dos Produtores de Leite (Abraleite) foi um avanço em nível nacional, mas representa também os criadores de gado de leite.


Não se consegue aprofundar e dar continuidade às questões centrais no âmbito do próprio ministério setorial. Enquanto isso, no Uruguai há a autarquia exclusiva, o Instituto Nacional do Leite e uma secretaria no ministério. Na Argentina, uma Secretaria Nacional da Produção de Leite no ministério.


O Ministério da Agricultura dispõe de um único funcionário, que dedica também seu tempo a outros setores da pecuária. Portanto, não há com quem discutir ou cobrar uma política duradoura para o setor. (Compre Rural)

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