Olivas do Sul investe para expandir suas operações


A produção recorde alcançada pela gaúcha Olivas do Sul na safra deste ano, quando produziu 15 mil litros de azeite de oliva extra virgem, foi coroada com um certificado inédito de qualidade internacional. As edições 2019 dos azeites Coratina e Koroneiki ficaram entre os 20 melhores produtos do setor na Itália. E o destaque obtido pela agroindústria com a produção deste ano reforçou a certeza de que novos investimentos têm futuro promissor. Em atividade desde 2006, na cidade de Cachoeira do Sul, a empresa começou com 12 hectares de pomar e mudas importadas da Espanha, e está recebendo agora um significativo reforço. Em Encruzilhada do Sul, no Vale do Rio Pardo, as novas terras adquiridas somarão mais 100 hectares cultivados, além de outra unidade de processamento. Neste ano a Olivas do Sul industrializou 160 toneladas de azeitonas, utilizando apenas 15 hectares.

E após um ano atípico em 2018 (quando produziu 4 mil litros, por problemas climáticos e com mudanças no manejo), a produção saltou para 15 mil litros neste ano. A meta para 2021 é chegar a 60 mil litros. "Estamos investindo R$ 4 milhões na aquisição de novas terras e cultivares e mais R$ 3 milhões em equipamentos e infraestrutura nos próximos dois anos" comemora engenheiro agrônomo e gerente operacional da empresa, Emanuel da Costa. 

Com a expansão para Encruzilhada do Sul, a Olivas do Sul passará a ter duas unidades de processamento. Isso porque um dos pontos para assegurar a qualidade do produto é a fabricação próxima do ponto da colheita. Ao contrário dos vinhos, no caso do azeite de oliva um dos pontos fortes é o frescor, explica Costa. "O melhor azeite se extrai poucas horas depois da oliva colhida e deve estar nas gôndolas dos supermercados o mais cedo possível, com o mínimo tempo entre a extração e o envase", ressalta o engenheiro agrônomo. Além de investir no processamento das oliveiras para fabricação de azeite de oliva, a empresa também mira outro mercado. Em breve, a Olivas do Sul deve ingressar no segmento de mesa, com a produção e venda de azeitonas em conserva, com marca própria. "Esse segmento é basicamente abastecido no Brasil com olivas importadas e tem grande potencial e mercado", diz Costa. Jornal do Comércio 

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